Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Dinheiro

Ibovespa acima dos 130 mil pontos? Como será a vida do poupador em 2021

Com a vacina da Covid-19 à espreita, especialistas dão dicas sobre os investimentos que devem estar em alta neste no ano

Publicado em 04 de Janeiro de 2021 às 05:00

Caroline Freitas

Publicado em 

04 jan 2021 às 05:00
Governo do ES vai contingenciar R$ 1 bilhão em recursos que seriam direcionados para investimentos
Como será a vida do poupador em 2021 Crédito: Freepik
Viajar, começar uma nova dieta, passar mais tempo com a família. Essas são algumas metas comuns de virada de ano. Mas, para muitos, o momento é de organização das finanças. E, diante de um futuro ainda incerto, planejar os investimentos pode fazer toda a diferença.
Em 2021, assim como em qualquer outro ano, os investimentos mais indicados variam de acordo com o objetivo, e o perfil do investidor, conforme lembram os especialistas. Uma pessoa com perfil conservador, ou que precisa de dinheiro no curto prazo, teria maior dificuldade para se adaptar à Bolsa de Valores, por exemplo.
No entanto, o cenário desafiador exige mais jogo de cintura ao poupador. Com a Selic baixa, os fundos de renda fixa e alguns CDBs estão até com rendimento negativo. A poupança em 2020 com a taxa básica em 2% passou a pagar apenas 1,4% ao ano, perdendo, e, muito, para a inflação que deve ter fechado o ano acima de 3%.
Mas o que tem sido um alento para o pequeno investidor é a recuperação da Bolsa de Valores, que na quarta-feira (30), último pregão de 2020, fechou aos 119 mil pontos, após vários momentos de tensão que levaram a B3 a viver circuits breakers (paralisação das negociações após queda acima de 10%).  A expectativa para 2021 é que o Ibovespa supere os 132 mil pontos, consolidando aí a retomada do mercado de capitais. Veja o que falam os especialistas:

OS TRÊS PERFIS DE INVESTIDOR

  • Conservador: é o investidor que não assume riscos que possam comprometer seu dinheiro, ainda que, para isso, tenha que investir em modalidades de baixa rentabilidade. 
  • Moderado: é o investidor que assume riscos um pouco maiores em busca de rentabilidade, mas ainda dá importância à segurança. Por isso, busca investir de forma equilibrada em diversas classes de ativos.
  • Arrojado ou agressivo: assume riscos mais altos, em busca da maior rentabilidade possível. Geralmente tem bom conhecimento do mercado, e entende que a oscilação diária dos mercados é suavizada no médio e no longo prazos.

AS MELHORES OPÇÕES PARA 2021, SEGUNDO ESPECIALISTAS

Os ativos de renda fixa, pelo patamar atual da Selic – 2% ao ano –, devem permanecer como opção pouco vantajosa para os investidores. Entretanto, a depender da finalidade do investimento, não dá para fugir dessa opção.
Se o objetivo é manter uma reserva de emergência, ou se está com uma viagem programada para dentro de poucos meses, por exemplo, o mais indicado é colocar em ativos de alta liquidez e mais conservador.
“A poupança, apesar de ser uma alternativa para quem quer retirar o dinheiro rápido, não deve continuar a não ser tão interessante. Ela não tem como render além disso de 70% da Selic. No próximo ano, mesmo que haja um aumento na taxa básica de juros e que esta chegue, por exemplo, a 3%, ainda seria 70% de 3% (2,1%) ao ano”, observou o sócio da Golden Investimentos, Diego Cordeiro.
Ele observa, porém, que o governo não deve aumentar muito a taxa de juros, pois o endividamento das empresas aumentou durante a pandemia, e isso só agravaria sua situação financeira, causando prejuízos também para o governo.
Se o problema é somente o risco, mas não há tanta preocupação com prazos, algumas opções seriam: títulos do Tesouro, Certificados de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).
Para os investidores dispostos a lidar com risco moderado, a renda fixa também é uma opção, mas combinada a novos investimentos.
“Com o patamar de juros baixo, o mercado imobiliário, por exemplo, demanda muito crédito tendo em vista os valores dos imóveis. Dessa forma, os ativos atrelados a crédito são favorecidos devido à demanda, como fundos imobiliários (FIIs) e debêntures incentivadas, ambos isentos de imposto de renda, e remunerando em média 4% acima da inflação”, destacou Cordeiro.
Esses ativos, geralmente, são aplicações que requerem um pouco mais de tempo, e têm liquidez um pouco menor. Outros investimentos que podem estar na carteira de investidores moderados são os fundos multimercados e ações.
E para quem não tem pressa, e visa à rentabilidade acima de tudo, a renda variável tende a ser a melhor pedida. Mas, vale lembrar que investir na Bolsa de Valores requer conhecimento de mercado.
No início do ano, por exemplo, o Ibovespa se aproximava dos 120 mil pontos, quando o início da pandemia, em março, assustou o mercado global e fez com que o principal indicador da B3, caísse quase pela metade naquele mês.
Nessa forte queda, o investidor precisou aguentar seis circuit breakers, isto é, interrupções temporárias nas negociações, o que contribuiu para que março fosse considerado o pior mês do mercado de ações em 20 anos.
Mas quem teve calma e soube esperar, conseguiu aproveitar o movimento de alta nos meses subsequentes, quando as ações recuperaram suas perdas e voltaram ao patamar de crescimento anterior. Analistas já chegam a projetar que, até dezembro de 2021, esse patamar supere de 132 mil pontos, ou até mais.
Conforme destacou o CFP (Certified Financial Planner) Thiago Rizzo, a volatilidade da Bolsa é uma constante. Fatores internos e externos têm poder de valorizar ou desvalorizar moedas e ações de empresas facilmente.
O cenário de fortalecimento da economia do Brasil e do mundo, juntamente com o início da vacinação contra a Covid-19, deve fazer com que o Ibovespa continue sua trajetória de alta, ainda que o desempenho entre os diferentes setores possa variar.
“A maior variante no curto prazo é a vacina contra a Covid-19. Alguns países já começaram a imunizar a população. E caso a resposta se mostre à altura, a Bolsa pode manter essa estabilidade, ou tendência de crescimento. Caso as economias continuem bloqueadas por mais tempo, pode haver desvalorização dos ativos.”
O mesmo foi destacado pelo economista e sócio da Valor Investimentos, Paulo Henrique Corrêa, que observou, contudo, que são movimentos cíclicos, e que ainda que ocorram eventuais desvalorizações, a tendência no momento é de melhora.
“Com a perspectiva de chegada da vacina e a economia voltando aos trilhos gradualmente, várias empresas estão sendo beneficiadas, e os investidores se beneficiam também. E, nesse cenário, a gente já nota que o portfólio padrão de investimentos do brasileiro vai se tornando um pouco mais arriscado.”

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Bilhões de refeições ao redor do mundo estão em risco por causa da guerra no Irã, diz presidente de empresa de fertilizantes
Imagem de destaque
Por que Amsterdã proibiu qualquer propaganda de carne nas ruas
Imagem de destaque
O que pesquisador descobriu pedalando como entregador de apps por 6 meses: 'É terra de ninguém, risco de vida o tempo todo'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados