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Funcionário da Caixa no ES é preso por fraude em auxílio emergencial

Levantamentos iniciais confirmaram um desvio de R$ 140 mil e estima-se que os valores totais possam alcançar R$ 1 milhão. Homem foi levado para a sede da Polícia Federal

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 22/10/2021 às 18h21
Dinheiro do auxílio emergencial
Funcionário da Caixa no ES é preso por fraude em auxílio emergencial. Crédito: Silmara Gonçalves

Um funcionário da Caixa Econômica Federal em Vitória foi preso em flagrante pela Polícia Federal no Espírito Santo,  nesta sexta-feira (22), suspeito de participar de um esquema de fraudes envolvendo recursos do auxílio emergencial do governo federal. Os levantamentos iniciais confirmaram um desvio de R$ 140 mil e, segundo a PF, estima-se que os valores totais possam alcançar R$ 1 milhão.

A Polícia Federal capixaba foi alertada pela Coordenação Nacional de Segurança e Fraude da Caixa após atividade suspeita ser percebida. Já na agência da Caixa, policiais efetuaram a prisão no momento em que o funcionário praticava o crime. A fraude consistia na alteração de dados cadastrais dos reais beneficiários, para que outras pessoas pudessem receber indevidamente os valores do auxílio.

O superintendente da Polícia Federal no Espírito Santo, o delegado Eugênio Coutinho Ricas, divulgou um vídeo onde afirma que é bárbaro o crime de desvio de recursos que deveriam ser usados para beneficiar pessoas vítimas da Covid-19. Confira na íntegra:

Funcionário da Caixa é preso em flagrante por fraude em auxílio emergencial

Segundo a PF, o funcionário da Caixa era informado sobre os beneficiários que deveriam ter seus dados alterados, como telefone e e-mail. Isso permitia que, depois, os fraudadores tivessem acesso aos valores. Basicamente, o empregado recebia uma lista de CPFs, verificava as contas vinculadas com saldo do auxílio emergencial, alterava as senhas, repassava as novas senhas para quem havia lhe enviado os cadastros de pessoas físicas e esta pessoa transferia os valores para contas de “laranjas”.

No final do procedimento, um percentual das parcelas do auxílio emergencial era devolvido ao funcionário do banco. Levado para a sede da Polícia Federal, em Vila Velha, o homem informou que foi aliciado por meio de mensagens eletrônicas e disse não conhecer o aliciador, mas confessou vir realizando as fraudes desde o final de 2020.

Ainda segundo a PF, o homem preso em flagrante deverá responder, inicialmente, pelo crime de inserção de dados falsos em sistemas de informações — cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão — e também por peculato, em que um funcionário público se apropria de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, em proveito próprio ou alheio.

SOBRE O BENEFÍCIO

O auxílio emergencial é um benefício financeiro destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, tendo como objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do coronavírus.

O QUE DIZ A CAIXA

Em nota, a Caixa informou que atua conjuntamente com a Polícia Federal e demais órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem a fraude. O banco destacou que monitora os produtos e serviços na identificação e investigação de casos suspeitos, e na prevenção a fraudes e golpes.

A Caixa esclareceu ainda que informações sobre eventos criminosos nas unidades são repassadas exclusivamente às autoridades policiais, e disse que coopera integralmente com as investigações dos órgãos competentes. Também em nota, a instituição esclareceu que conta com estratégia, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações dos clientes, e dispõe de tecnologias e equipes especializadas para garantir segurança aos seus processos e canais de atendimento.

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