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Fim do churrasco? Inflação não dá trégua e atinge da cerveja à carne

Dólar alto, aumento dos custos de produção e até fatores climáticos têm contribuído para o encarecimento dos produtos

Publicado em 05/10/2021 às 20h53
Churrasco
Cortes de boi, porco e frango sofreram com a inflação. Crédito: Freepik

Uma das paixões nacionais do brasileiro, o churrasco está seriamente ameaçado. O preço da carne subiu duas vezes mais que a inflação geral registrada pelo IBGE na Grande Vitória nos últimos 12 meses. Na semana passada, consumidores foram surpreendidos com o anúncio de que a cerveja também vai ficar mais cara, com um acréscimo de 10% nos valores já a partir deste mês.

Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a picanha, elemento clássico dos churrascos, teve alta de 33,7% desde agosto do ano passado. Para comparação, o índice geral da inflação na Grande Vitória no período foi de 11%.

Em pesquisa feita por A Gazeta em redes de supermercados, o produto já é encontrado por quase R$ 90 o quilo.

Quem procurar a alcatra, para tentar economizar, também pode tomar um susto. O corte bovino ficou 29,3% mais caro. Ainda assim, é uma opção mais barata, com o preço do quilo se aproximando de R$ 40.

No caso dos cortes bovinos, a valorização do dólar frente ao real fez os frigoríficos passarem a preferir vender o produto para fora do país, aumentando a margem de lucro, o que, consequentemente, acaba diminuindo a oferta para o mercado interno.

Além disso, há a questão climática. A estiagem observada em várias regiões do países nos últimos meses, mas também em anos anteriores, prejudica os produtores de gado. Como o rebanho diminuiu, a carne ficou mais cara.

FRANGO E PORCO TAMBÉM TIVERAM ALTA

O frango, que nem costuma ser unanimidade entre os amantes do churrasco, também subiu de preço. A alta foi de 32,5% no acumulado de 12 meses na Grande Vitória. A carne de porco, foi a que menos subiu, com alta de 7%, segundo o IBGE.

Nesses casos, além da demanda externa pelas aves e carne suína, houve também o efeito de substituição. Como os cortes bovinos estavam muito caros, a população buscou por essas alternativas e, com demanda maior, o preço subiu.

Também é preciso considerar o aumento do custo de produção por causa da alta de commodities agrícolas como soja e milho, usadas como ração.

CERVEJA (NEM TÃO) GELADA

Garrafas de cerveja
A principal fabricante de cerveja do país anunciou aumento nos preços. Crédito: Pornsawan/Freepik

Já a cerveja, que não pode faltar, registrou até agosto, alta de 2,6%, bem abaixo do índice geral da inflação. Contudo, a Ambev, - que concentra 60% de participação de mercado no país -, já anunciou um aumento de cerca de 10% para este mês.

O motivo é justamente o aumento nos preços dos materiais e outros insumos usados na produção da bebida. A tendência é que com a líder do setor anunciando reajuste, as demais empresas do segmento sigam o mesmo caminho.

Ainda que a inflação tenha tido um impacto menor na cerveja até o momento, mantê-la gelada pesa cada vez mais no bolso. A energia elétrica teve alta de 27,4% na Grande Vitória desde o ano passado.

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