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Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 16:26
O turismo do Espírito Santo fechou 2025 com o melhor desempenho mensal dos últimos 11 anos. No acumulado de janeiro a dezembro, o Estado registrou crescimento de 4,7% no setor, recuperando-se da queda de 2,5% computada em 2024. As análises são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), com base nos dados do Índice de Atividades Turísticas (Iatur), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).>
O resultado foi alcançado após o fechamento dos dados de dezembro, mês em que o Espírito Santo alcançou 112,3 pontos no cômputo de atividades turísticas, maior volume desde janeiro de 2014. >
Em dezembro de 2025, o volume de atividades turísticas no Espírito Santo cresceu 6,7% frente a dezembro de 2024, configurando a terceira maior variação entre os Estados brasileiros, atrás apenas do Rio de Janeiro (15,2%) e do Paraná (6,8%). No Brasil, o crescimento ficou estável, em apenas 0,1%.>
“Os dados mostram que o turismo capixaba ganhou tração ao longo do ano e fechou dezembro em um patamar historicamente elevado. Esse resultado reflete tanto a recuperação do setor quanto a consolidação de uma agenda mais ativa de eventos, lazer e turismo no Estado”, explica André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.>
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Levando em consideração apenas a média anual do Iatur desde 2020, o ano de 2025 também aparece à frente, com média de 103,4 pontos. A pior pontuação foi a de 2020 (62,3), reflexo da pandemia da Covid-19. Esse índice é construído através do agrupamento das seguintes atividades: >
Tradicionalmente aquecido pelo início da temporada de verão e pelas festas de Natal e Réveillon, dezembro concentrou forte demanda por bares, restaurantes, hospedagem e serviços ligados ao lazer. “O resultado evidencia a capacidade do Estado de ampliar sua atratividade turística, disputando espaço com destinos tradicionais, como o Rio de Janeiro e estados do Nordeste, e consolidando uma imagem cada vez mais associada à diversidade de experiências”, avalia Spalenza.>
Impulsionado pelo desempenho expressivo de dezembro, o turismo capixaba alcançou, em 2025, o melhor quarto trimestre de toda a série histórica, iniciada em 2011. O volume de atividades superou em 2,7% o registrado em 2012, até então o maior resultado para o período. Outubro, novembro e dezembro concentraram os maiores volumes do ano, reforçando o dinamismo do setor e abrindo perspectivas favoráveis para a continuidade da alta temporada e para o início de 2026.>
A movimentação intensa também se refletiu no transporte de passageiros. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 167.966 pessoas desembarcaram no Aeroporto de Vitória em dezembro, alta de 16,8% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de 2025, o total de passageiros chegou a 1.744.147, crescimento de 14,5% frente ao ano anterior, o que representa 221.398 desembarques adicionais.>
No transporte fretado, modalidade diretamente ligada ao turismo por atender excursões, passeios e eventos, foram registrados 43.607 passageiros em dezembro, avanço de 12,2% na comparação anual. Ao longo de 2025, 471.854 pessoas desembarcaram no Estado por meio desse tipo de transporte, alta de 1,3% frente a 2024.>
Para José Antônio Bof Buffon, secretário-executivo da Câmara Empresarial do Turismo do Espírito Santo (CET-ES), os números indicam um momento particularmente favorável para o setor. “O que estamos observando é um crescimento do turismo no Espírito Santo, especialmente em 2025, com resultados que, na minha avaliação, são os melhores dos últimos 10 anos. Há uma combinação entre fatores conjunturais e mudanças mais estruturais no mercado”, afirma.>
Segundo ele, embora ciclos de alta e baixa façam parte da dinâmica do turismo, o desempenho recente aponta para um processo de amadurecimento. “Se conseguirmos manter bons resultados tanto no verão quanto no inverno, esse pode ser um modelo sustentável para o turismo local. O Estado tem conseguido disputar turistas que antes escolheriam destinos mais tradicionais, além de reter o consumo interno e fortalecer o fluxo regional”, completa.>
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