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Empresários do ES estão otimistas, mas pedem urgência em reformas

Após aprovação da reforma da previdência, a expectativa de melhores dias vai depender da rapidez na aprovação de outras reformas, como a tributária

Publicado em 03/10/2019 às 20h30
Produção industrial. Crédito: Pexels
Produção industrial. Crédito: Pexels

O otimismo é o sentimento predominante entre os empresários capixabas. Com a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno do Senado, cresceu a expectativa de que a economia capixaba e brasileira continue crescendo em 2020 e atraindo mais investimentos. No entanto, eles acreditam que é preciso acelerar o passo para aprovar essa e outras reformas, como a tributária, também avaliadas como imprescindíveis para o crescimento do país. 

"A aprovação da reforma vai dar confiança na retomada da economia. Ela precisava ser feita para que houvesse o ajuste fiscal. Ao ser aprovada no primeiro turno do Senado, manda recado para o mundo que as coisas que precisam ser feitas no Brasil estão acontecendo", avalia Marcílio Machado,  presidente do Sindicato do Comércio de exportação e importação do Espírito Santo.

O sentimento é compartilhado pelo presidente da Federação de Comércio do Espírito Santo (Fecomércio), José Lino Sepulcri. Para ele, o andamento, mesmo que lento da reforma da Previdência retoma a expectativa de melhores dias. "A economia está em um patamar razoável, taxa Selic é a melhor dos últimos  24 meses. Voltou-se a ter uma oportunidade de trabalho. Então os empreendedores estão confiantes nas reformas, entre elas essa da Previdência", afirma. 

Os empresários, no entanto, se preocupam com a demora em aprovar a reforma, que acaba atrasando a análise de outras questões importantes para o avanço da economia brasileira. "A classe política tem que acelerar essa votação em segundo turno para virar essa página. Já estamos no décimo mês e todos sabem que esse é ponto central e necessário para o Brasil retomar a linha de crescimento. Ela é a mãe de todas as reformas. Temos 12 milhões de pessoas desempregadas, temos que responder a isso", avalia o presidente da Federação das Industrias do Estado (Findes), Léo de Castro. 

Ele lembra, no entanto, que a reforma da Previdência não é "mágica" e que não vai trazer sozinha as mudanças necessárias. "A reforma da previdência não é varinha de condão que 'aprovou, resolveu'. Temos que vencer essa pauta porque temos uma sequência de outras reformas que o país tem que fazer e que precisa do legislativo federal", diz.

A próxima aposta é na reforma tributária, que deve desburocratizar a questão das taxas e impostos. "Temos hoje uma legislação extremamente complexa que traz prejuízo às empresas porque elas  têm  que ter uma estrutura muito grande para atender essa área tributária. A gente acha que essas reformas estão num tempo diferente que o Brasil precisa", avalia Paulo Alexandre Baraona, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon).

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