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Dólar opera em alta e Bolsa cai após atos antidemocráticos de 7 de setembro

Mercado financeiro avalia com receio temor de radicalização. Ibovespa, às 11 horas, estava aos 116.135 pontos e moeda americana era cotada acima dos R$ 5,20

B3, Bolsa de Valores de São Paulo, tem recebido cada vez mais investidores pessoa-física
B3, Bolsa de Valores de São Paulo, tem recebido cada vez mais investidores pessoa-física. Crédito: GUSTAVO SCATENA

A tensão política instaurada no país com os atos golpistas de Sete Setembro, coordenados pelo presidente Jair Bolsonaro, fizeram a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, abrir o pregão desta quarta-feira (8) em queda. Por volta das 11 horas da manhã, o Ibovespa estava com baixa de 1,5%, aos 116.135 pontos. Às 12h42, o índice já apresentava recuo de 2,64%, caindo para 114.781 pontos.

O dólar também foi impactado pelo movimento que culminou em ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF), operando em alta de 0,88, acima de R$ 5,22, às 11 horas. Por volta de meio-dia, a moeda norte-americana já se aproximava de R$ 5,30, sendo negociada por R$ 5,2781, um avanço de 1,97%.

MERCADO FINANCEIRO ESTUDA TERCEIRA VIA PARA ELEIÇÕES

O discurso do presidente, que conta com uma pauta antidemocrática, tem sido vista pelo investidores e empresários com maus olhos. O temor é que haja um risco de radicalização. Com o isso, o sistema financeiro e de mercado de capitais começa a estudar uma terceira via para as eleições de 2022.

Essa alternativa ao pleito do ano que vem pode dar ânimo aos investidores. "Qual a relevância dessas manifestações? Elas vão mudar o posicionamento da Câmara de maneira super positiva para Bolsonaro? Tenho um pouco de dúvida", afirma Guilherme Motta, gestor de ações da Gap Asset.

Francisco Levy, diretor de investimentos da gestora de patrimônio Allea Wealth Management, diz que o radicalismo abre espaço para uma nova alternativa política. "A população quer trabalhar, ganhar dinheiro, em um ambiente institucional que funcione, e nem o PT e nem Bolsonaro parecem ser capazes de dar essa resposta", diz.

Com informações da Agência FolhaPress.

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