Publicado em 6 de outubro de 2021 às 12:18
As vendas no varejo no Espírito Santo tiveram recuo de 0,3% em agosto, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta quarta-feira (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompe quatro meses de alta seguidas.>
Apesar da baixa em relação a julho, o oitavo mês do ano apresentou alta de 5,3% em comparação com o mesmo período de 2020, quando a crise causada pela pandemia ainda estava no auge. No ano, de acordo com a pesquisa, o volume de operações teve alta de 9,8%. E em 12 meses, o avanço foi de 10,2%.>
O levantamento ainda aponta que houve uma queda de 3,3% nas vendas de produtos em supermercados em comparação com o mesmo mês de 2020, um reflexo da inflação, que tem levado muitas famílias a enxugarem o orçamento, e também da redução do valor pago de auxílio emergencial.>
O ramo de material de construção que vinha aquecido em 2020 teve forte queda nas vendas no período estudado em comparação com o ano passado (-19,1%).>
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Apesar desse segmento ter visto retração, outros cresceram, como o de vendas de equipamentos de informática, materiais de escritório e itens de comunicação, 48% em comparação com agosto deste ano e o mesmo mês do ano passado. Também tiveram crescimentos as atividades de vestuário (23,1%), eletrodomésticos (21,8%), veículos e peças (24,5%).>
O volume de vendas do comércio varejista no país recuou 3,1% em agosto, na comparação com o mês anterior (2,7%). Mais da metade das atividades caíram no período. No ano, o varejo acumula alta de 5,1% e nos últimos doze meses, crescimento de 5,0%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (6) pelo IBGE. >
Seis das oito atividades pesquisadas tiveram taxas negativas em agosto, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (-16,0%), que teve a principal influência negativa sobre o indicador do comércio varejista. Essa atividade é composta, por exemplo, pelas grandes lojas de departamento.>
“Foi um setor que sofreu bastante no início da pandemia, mas se reinventou com a reformulação das suas estratégias de vendas pela internet. Isso culminou com crescimentos expressivos, principalmente em julho (19,1%) com o lançamento das plataformas de marketplace. Com muitos descontos, o consumidor antecipou o consumo em julho, fazendo com que o mês de agosto registrasse uma queda grande de 16,0%. Esse recuo, contudo, não é suficiente para retirar os ganhos dos quatro meses anteriores”, explica o gerente da PMC, Cristiano Santos.>
Também recuaram no período os setores de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,7%), combustíveis e lubrificantes (-2,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,0%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%).>
“Hiper e supermercados, assim como combustíveis e lubrificantes, vêm sendo impactados pela escalada da inflação nos últimos meses, o que diminui o ímpeto de consumo das famílias e empresas. A receita nominal de hiper e supermercados ficou perto de zero (0,3%) e a de combustíveis recuou 0,7%. Houve efetivamente um gasto menor das famílias na passagem de julho para agosto”, acrescenta Cristiano Santos.>
As duas atividades que tiveram variação positiva no volume de vendas em agosto foram tecidos, vestuário e calçados (1,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,2%).>
No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos e materiais de construção, o volume de vendas caiu 2,5% em agosto na comparação com julho. A atividade de veículos, motos, partes e peças teve variação positiva de 0,7%, enquanto material de construção variou negativamente (-1,3%).>
Com informações da Agência IBGE.>
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