Casagrande busca agilizar ferrovia que liga ES a Minas Gerais e Goiás

Governador participa de reuniões para articular a consolidação do Corredor Centro-Leste. Obra vai tornar Estado mais competitivo no transporte de todos os tipo de carga

Publicado em 23/11/2020 às 11h18
Atualizado em 23/11/2020 às 17h59
Governador Renato Casagrande e a presidente da Findes, Cris Samorini, se reúnem com o governador de Goiás. Ronaldo Caiado
Governador Renato Casagrande e a presidente da Findes, Cris Samorini, se reúnem com o governador de Goiás. Ronaldo Caiado. Crédito: Divulgação/Secom-ES

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), se reúne nesta segunda-feira (23) com os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para dar prosseguimento às articulações para a consolidação do trecho ferroviário denominado Corredor Centro-Leste, que interliga os três Estados.

Acompanhado do secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip, e da presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cris Samorini, o governador cumpriu a primeira parte da agenda em Goiânia pela manhã com Caiado. Segundo ele, a reunião ressalta o desejo de uma articulação regional para unificar as ações dos três Estados em torno de um projeto que melhore a eficiência logística do Brasil.

“O Corredor Centro-Leste é uma excelente oportunidade para o país, com pouco investimento e que viabiliza a logística de transporte de grãos e produtos industrias com muita produtividade. O debate que fizemos, a consolidação desse projeto, para que possa se colaborar com país, para que ele seja mais eficiente”, destaca Casagrande. 

O governador defende que como Goiás é um grande produtor de grãos, é possível, através do aumento da eficiência logística, reduzir o custo final ao produtor e ao consumidor, aumentando também a competitividade do Brasil. Hoje, segundo ele, o custo Brasil no que se refere a transporte é alto e isso só se resolve com investimentos em logística.

RENOVAÇÃO DA CONCESSÃO DA FCA

Esse corredor já existe atualmente, conectando os portos da Grande Vitória aos Estados da Região Centro-Oeste pela Ferrovia Centro Atlântica (FCA), concedida à VLI, e depois pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), administrada pela Vale. Mas, para aumentar o transporte de cargas no trecho, seriam necessários investimentos para melhorar a malha atual, o que os três governadores defendem que seja feito através de recursos da renovação da concessão da FCA.

“A oportunidade que temos é agora na renovação da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que será proposta ao governo federal e à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). É neste momento que a gente tem que atuar, para que investimento que melhore esse corredor, seja feito nessa renovação”, destaca Casagrande.

A consulta pública para a prorrogação do contrato da FCA deve ser realizada em janeiro, de acordo com o governador. A ANTT vai colocar o plano de investimento de renovação de concessão da ferrovia para que todos possam opinar, assim como foi feito na renovação da EFVM.  “Até lá os três Estados precisam ter uma proposta consolidada e efetiva para que a gente faça à agência”, complementa.

Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a proposta visa oferecer uma alternativa de transporte mais barato e que, ao mesmo, tempo, poderá dar uma competitividade maior para a indústria automobilística, farmacêutica, de mineração e agropecuária do Estado.

“Tudo tudo aquilo que Goiás demanda hoje para ser competitivo. Estamos com a proposta que Casagrande nos trouxe de todos nós abraçarmos também como alternativa de chegarmos ao porto do ES”, diz Caiado.

No início da noite desta segunda-feira (23), Casagrande também se reunirá com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em Belo Horizonte.

FERROVIAS NA MIRA DO ES

Um grupo de trabalho foi articulado no final de outubro, entre o governo e a Findes, para estudar e qualificar projetos de infraestrutura. Uma dessas iniciativas prioritárias é a melhoria do Corredor Centro-Leste, considerada uma conexão estratégica para escoamento de grãos e fertilizantes

Hoje, a maior parte dessas cargas acaba indo diretamente para os portos do Rio de Janeiro e São Paulo. Um dos motivos desse gargalo está na região da Serra do Tigre, em Minas Gerais, já que a ferrovia por lá foi construída subindo o morro. O trecho tem uma grande inclinação, o que acaba trazendo muita ineficiência, porque as locomotivas precisam gastar mais combustível.

O Contorno da Serra do Tigre é uma luta antiga do governo mineiro e que agora passou a ser defendida pelo governo do Espírito Santo e de Goiás. O ramal seria construído entre as cidades de Patrocínio e Sete Lagoas e deve demandar um investimento na ordem de R$ 3,1 bilhões.

Apesar de a obra não ser no Espírito Santo, o investimento poderia tornar o Estado mais competitivo em todos os tipos de cargas e ajudar a produção do agronegócio vir em maior quantidade para ser escoada pelo Estado.

Atualização

23 de Novembro de 2020 às 14:43

Após a publicação desta matéria, feita com a informação inicial que havia sido publicada pelo governador no Twitter, o governo do Estado divulgou mais detalhes sobre as reuniões e também as explicações dadas pelos governadores Ronaldo Caiado e Renato Casagrande após o encontro. O texto foi atualizado.

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