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“Black Fraude”

Black Friday: Procon-ES alerta para golpes e monitora 'maquiagem' de preços

Apesar das promoções atraírem o consumidor, o órgão reforça a necessidade de atenção durante a pesquisa e a compra de  produtos; veja dicas

Publicado em 21 de Novembro de 2025 às 14:43

André Cypreste

Publicado em 

21 nov 2025 às 14:43
Já olhou para aquele anúncio com valores baixíssimos e pensou: “será que é verdade?”. Esse questionamento pode parecer bobo, mas faz toda a diferença para evitar golpes. Seja na loja física ou online, o período de Black Friday exige cuidados que devem ser tomados pelo consumidor na hora de efetuar suas compras.
Segundo a diretora-geral do Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES), Letícia Coelho Nogueira, nesse período do ano a atenção deve ser redobrada em meio a tantas ofertas. “Quando a pessoa conhece o preço praticado normalmente, ela consegue acender um alerta ao ver algo com valor muito abaixo do 'normal'. Isso ajuda a identificar golpes e também entender se há juros ou financiamentos embutidos”, afirma.
Golpes online, compras online
Procon-ES alerta para golpes e intensifica fiscalização de preços na Black Friday. Crédito: Pixabay

Golpes digitais e links falsos continuam em alta

Entre os golpes mais comuns estão os boletos falsos e sites que imitam páginas oficiais de grandes lojas. O órgão também orienta o consumidor a observar selos de verificação em perfis oficiais, conferir dados do Pix e checar se a promoção divulgada em redes sociais existe no site oficial da marca.
“Hoje, quando clicamos em um link, não é mais só risco de vírus; é risco de clonarem cartão, telefone e identidade. Além de registrar boletim de ocorrência, o consumidor deve alterar imediatamente todas as senhas”, recomendou Letícia.

Maquiagem de preços e notificações a empresas

O monitoramento de práticas enganosas também é uma frente de atuação do Procon. Casos de “maquiagem de preços”, como a famosa “metade do dobro” — quando o preço é aumentado antes do evento e depois aparece como promoção —, podem acontecer de maneira velada nas empresas.
Em situações assim, o Procon notifica a empresa e solicita notas fiscais de compra e venda dos últimos três meses para verificar a possível infração. “Uma panela anunciada de R$ 1.000 por R$ 399 pode parecer um grande desconto, mas se esse já é o valor comum de mercado, a oferta é enganosa”, explica a diretora.

Como proceder em casos de fraude?

Comprou alguma coisa? Guarde todas as evidências possíveis. Até que o produto chegue na sua casa em boas condições, mantenha a desconfiança. é importante guardar prints da oferta, conversas com vendedores e o link da página onde a promoção foi publicada. “Se o site sair do ar, conseguimos localizar a oferta pelo link. Quanto mais provas, mais rápido é o processo investigativo”, conclui Letícia.
As reclamações podem ser feitas pelo site do Procon-ES, que conta com um formulário específico, ou pelo e-mail [email protected].
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