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Apesar de protestos, abastecimento de supermercados está normalizado no ES

Associação Capixaba de Supermercados afirmou que monitora as paralisações e que não há necessidade das pessoas estocarem produtos. Há preocupação, porém, de que o protesto se prolongue

Vitória
Publicado em 08/09/2021 às 20h01
Compras no supermercado
Abastecimento nos supermercados está normalizado no Espírito Santo. Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Apesar das manifestações registradas nesta quarta-feira (8) em rodovias que cortam o Espírito Santo, o que tem impedido caminhoneiros de seguir viagem e com isso transportar mercadorias, a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) afirmou que os supermercados do Estado estão "devidamente abastecidos". Assim, a população não precisa correr para fazer compras e estocar produtos.

As mobilizações acontecem um dia após protestos a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) serem realizadas em todo o país. O movimento teve adesão de grupos de caminhoneiros durante o 7 de setembro. 

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há manifestações em pelo menos dez trechos de rodovias federais no Espírito Santo, mas em nenhum há interdição. De acordo com a Polícia Militar, há ainda seis pontos em rodovias estaduais com protestos nesta quarta-feira.

A reportagem de A Gazeta flagrou pelo menos dois pontos da BR 101, em Viana e Linhares, onde dezenas de motoristas estavam parados. Alguns relataram que foram obrigados por manifestantes a parar no acostamento.

Manifestação dos caminhoneiros no Km 306  da BR 101, em Viana, antigo Posto Flecha
Manifestação dos caminhoneiros no Km 306 da BR 101, em Viana, antigo Posto Flecha. Crédito: Fernando Madeira

Embora a paralisação cause preocupação quanto à chegada de insumos ao Estado, a Acaps afirmou que "os supermercados capixabas estão, no momento atual, devidamente abastecidos para atender aos consumidores". A entidade disse que monitora os protestos para, caso necessário, adotar medidas que garantam a normalidade do abastecimento nos próximos dias.

"Reforçamos que não há necessidade de os consumidores realizarem compras para estocagem ou contribuírem para aglomeração nas lojas", informou, por meio de nota. 

PARALISAÇÕES PODEM IMPACTAR VAREJO E PRODUÇÃO AGRÍCOLA

O diretor da Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio) José Carlos Bergamin afirmou que o abastecimento no varejo ainda não foi afetado pelos protestos, mas o setor pode ser impactado caso as paralisações ultrapassem 24 horas.

O transporte de perecíveis, sobretudo, é uma das preocupações. Segundo Bergamin, há relatos de dificuldade na negociação da passagem de caminhões com este tipo de carga pelos trechos onde ocorrem as manifestações.

A situação também preocupa o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha. Segundo ele, é possível que haja impacto no escoamento da produção agrícola.

“Vai ter dificuldade de escoar sim, principalmente os produtos perecíveis. O pessoal tem que monitorar e, se for o caso, melhor perder (o produto) do que querer transportar e ser travado”, diz.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), veículos que transportam produtos perecíveis estão sendo liberados para seguir viagem. Contudo, Júlio Rocha acredita que o risco é muito grande e pode desencorajar os agricultores. Ele mesmo conta que teria uma carga de gado vivo para transportar nesta quarta e desistiu.

Além disso, ele lembra que em algumas cidades do interior do Estado já falta combustível, também como consequência da manifestação. Com isso, até abastecer os caminhões para o transporte fica mais difícil.

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