Veja as farmácias onde vítimas de violência doméstica podem pedir ajuda no ES

No Espírito Santo, 10 redes de farmácias estão credenciadas para participar da campanha promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), com o apoio do TJES

Publicado em 18/06/2020 às 12h13
Atualizado em 19/06/2020 às 08h25

Em tempos de isolamento social, por conta da pandemia de Covid-19, uma campanha nacional quer ajudar as vítimas de violência doméstica a denunciarem suas agressões. A ideia é que a mulher consiga gritar por socorro com apenas um sinal: um X vermelho na palma da mãoO pedido de ajuda deve ser feito nas farmácias.

No Espírito Santo, 10 redes de farmácias estão credenciadas para participar da campanha promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), com o apoio do Tribunal de Justiça do Espírito Santo. 

As farmácias credenciadas:
  • Drogasil
  • Ello Mais
  • Rede Farmes
  • Mônica
  • Pague Menos
  • Pacheco
  • Santa Lúcia
  • Farmed (Cachoeiro Itapemirim)
  • Drogaria Pedrosa (Bom Jesus do Norte)
  • Farmácia Preço Bom (Cariacica)

Campanha sinal vermelho contra a violência doméstica
Campanha sinal vermelho contra a violência doméstica. Crédito: Divulgação / TJES

COMO FUNCIONA

A mulher agredida vai se identificar somente mostrando um X vermelho na mão ou papel. Se ela não estiver acompanhada, o atendente a levará para um local mais reservado da farmácia para a acolher, pegar informações, como nome, endereço e telefone, e ligará para o 190. Se a vítima estiver acompanhada, o atendente tentará conseguir tais informações de forma discreta.

De acordo com  a Coordenadora Estadual de enfrentamento à Violência Doméstica, Juíza Hermínia Azoury, a ideia é incentivar as denúncias, uma vez que os casos de agressão cresceram durante a pandemia do novo coronavírus.

Cartilha sinal vermelho contra a violência doméstica

"O objetivo é incentivar a denúncia por meio desse símbolo, o sinal vermelho. Nessa época de pandemia, as mulheres estão confinadas com os seus próprios agressores. Entre março e abril, o índice de feminicídio aumentou 22,2% no Brasil. As chamadas para o 190 tiveram um aumento de 34% nesse mesmo período, comparado com o período do ano passado", afirma a juíza.

ATENDENTES DE FARMÁCIA NÃO PRECISARÃO IR À DELEGACIA

Ainda segundo a Juíza Hermínia Azoury, os farmacêuticos e atendentes apenas ajudarão a mulher a fazer a denúncia de agressão. Não serão considerados testemunhas, logo, não precisarão ir à delegacia prestar nenhum depoimento.

Hermínia Azoury

Juíza

"Não precisa ir à delegacia, não vão à Justiça. A única participação deles é denunciar discretamente, por telefone. A polícia já sabe, já conhece a campanha. Estamos unindo forças para acabar com a violência contra a mulher. Os atendentes das farmácias parceiras da campanha foram treinados e orientados sobre como agir"

Cartilha "Juntas e seguras"

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