O carro que invadiu uma casa após cair de uma ribanceira em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, na última sexta-feira (7), continua no mesmo local. Uma semana após o acidente, moradores relataram que tentam negociar com o proprietário do veículo, por meio de advogados, para desmontagem do automóvel.
Na última sexta-feira (7), o veículo estava em uma rua do bairro Amaral quando caiu de uma ribanceira e só parou quando bateu na parede de uma casa da rua de baixo. De acordo com a Polícia Militar, a residência teve o muro, telhas e fogão danificados, enquanto um imóvel ao lado teve o muro externo atingido. Ainda conforme a corporação, a remoção do carro ficou a cargo dos envolvidos no caso, de maneira particular.
Após cair da ribanceira, o veículo ficou preso na área de serviço do morador Pedro Lino Dansi. Ele contou que o filho mora na casa de cima e precisa passar em uma área estreita ao lado do carro para acessar a casa.
"Ficou na passagem. A gente não está conseguindo nem passar da porta da cozinha"
Em contato com a repórter Alice Sousa, da TV Gazeta Sul, nesta sexta-feira (14), o dono do veículo afirmou que pretende tirar o carro do local até o próximo sábado (15).
Perdeu o freio
Imagens de monitoramento mostram momentos antes do acidente (confira acima). No vídeo, é possível ver o veículo subindo um morro do bairro Amaral, um pouco antes de atingir a residência e quebrar o muro da casa ao lado.
Moradores que viram o carro subindo o mesmo morro relatam que o motorista estava em alta velocidade. “Não dava para ele subir do jeito que subiu. Ele passou aqui parecendo um avião”, relatou o aposentado Antônio Alves dos Santos, em entrevista à repórter Bruna Hemerly, da TV Gazeta Sul, no dia do acidente.
O condutor, de 49 anos, disse aos militares que perdeu o freio, por isso caiu na ribanceira, batendo na casa. Ele estava consciente no local e conseguiu sair do veículo. Depois, foi socorrido e levado ao Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Cachoeiro de Itapemirim.
Nas casas, ninguém ficou ferido. “A gente agradece a Deus porque, se alguém estivesse ali, tinha morrido”, desabafou Pedro Lino, dono da residência atingida.