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Ciência

Ufes inaugura primeiro observatório astronômico remoto público do Brasil

O Telescópio Remoto do Espírito Santo (TeRES) será apresentado nesta quinta-feira (22) e ficará aberto ao público, principalmente aos interessados em astrofísica e astrofotografia

Publicado em 21 de Julho de 2021 às 20:00

Daniel Pasti

Publicado em 

21 jul 2021 às 20:00
A Ufes vai inaugurar o primeiro telescópio de observação astronômica público do Brasil nesta quinta-feira (22)
O TeRES será o primeiro telescópio de observação astronômica público do Brasil nesta quinta-feira (22) Crédito: Divulgação/GOA
Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) vai lançar o Telescópio Remoto do Espírito Santo (TeRES), o primeiro observatório astronômico com acesso remoto público do Brasil. O projeto, desenvolvido pelo Gaturamo Observatório Astronômico (GOA), será apresentado nesta quinta-feira (22) durante a programação do 24º Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF), que teve início no dia 19 e segue até 30 de julho.
O TeRES é um projeto de pesquisa e divulgação desenvolvido por Márcio Malacarne, coordenador do GOA, e pelo estudante do curso de Ciência da Computação da Ufes Fábio Alvarenga. Para Malacarne, trata-se de uma possibilidade de acesso em tempo real para qualquer pessoa interessada em astronomia.
“O TeRES significa a criação de uma interface amigável, segura e em português. Qualquer pessoa interessada em astronomia vai ter acesso a imagens em tempo real, via computador ou navegador, mesmo distante do telescópio, e sem a necessidade de instalar aplicativos”, disse o coordenador.
Ufes inaugura primeiro observatório astronômico remoto público do Brasil
A Ufes vai inaugurar o primeiro telescópio de observação astronômica público do Brasil nesta quinta-feira (22)
Imagem capturada pelo TeRES, que será inaugurado pela Ufes nesta quinta-feira (22) Crédito: Divulgação/GOA
Malacarne ainda destacou que o projeto visa  ampliar a pesquisa e a interdisciplinaridade, aliando a astronomia e a astrofotografia às artes e até às engenharias, por meio de estudos de brilho, cor e tamanho dos astros. Além disso, o TeRES propõe às pessoas a oportunidade de dominarem habilidades e técnicas de ciência prática e inclusão digital, estimulando o conhecimento científico.
O equipamento ficará aberto ao público, principalmente aos estudantes que se interessam pela área de astrofísica e astrofotografia, os quais poderão desenvolver projetos a partir da observação dos astros. Professores interessados em visitas virtuais e astrofotografia com seus alunos, e participar de trabalhos ou pesquisas de iniciação científica também poderão ter acesso ao telescópio.
“A partir do lançamento do telescópio remoto, os estudantes de diversas escolaridades e a própria comunidade em geral vão ter acesso ao telescópio de uma forma remota e gratuita. Neste primeiro momento, a ciência e a arte da astrofotografia estarão disponíveis. Esta iniciativa vai trazer inovações para um público mais amplo, coisa inédita no Brasil. Esse será o primeiro observatório do Brasil com acesso público e gratuito. Os telescópios são ferramentas encantadoras e interdisciplinares, ajudam as pessoas a dominarem as habilidades e técnicas de ciência prática e inclusão digital, estimulando, assim, o conhecimento científico”, completou o coordenador do GOA.
Para o professor Etereldes Gonçalves, diretor do Centro de Ciências Exatas da Ufes, o projeto possui grande importância para a comunidade científica, visto que estimula a divulgação de informações das áreas que abrangem a observação de astros. Para ele, trata-se de uma grande conquista para a universidade.
"Em tempos de negação da ciência, um projeto como este é de suma importância para divulgação científica. A astronomia e observação dos astros celestes são temas que intrigam a humanidade há milênios. É incrível como o 'terraplanismo' virou tema de debate em pleno século XXI. Este é um projeto que permitirá às pessoas observarem o céu com equipamentos de ótima qualidade, em tempo real, de forma remota e simples. O Centro de Ciências Exatas da Ufes tem vasta experiência e excelência em projetos de divulgação científica e o projeto TeRES vai nesta direção", comemorou.

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