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"Segunda chance pra viver", diz piloto de avião que caiu em Guarapari

Em Fortaleza, na casa dos pais, Juan Pablo Colera, de 31 anos, se recupera do susto e conta que a aeronave apresentou problemas logo depois da decolagem. Ele e outro piloto sobreviveram a um acidente com a aeronave que pilotavam em 4 de julho

Publicado em 23/07/2021 às 15h13
Avião cai em Guarapari
Homens do Cenipa trabalham no local onde caiu um avião de pequeno porte na localidade de Lameirão, Guarapari. Crédito: Carlos Aberto Silva

O piloto Juan Pablo Colera, de 31 anos, ganhou uma segunda chance inimaginável e agora quer ressignificar a vida. Um dos sobreviventes da queda de avião que aconteceu no dia 4 de julho deste ano, na localidade de Lameirão, em Guarapari, ele teve alta hospitalar após ficar internado por mais de 20 dias. 

"Uma segunda chance de viver, uma segunda chance de ressignificar a vida, os momentos. Agradeci muito a Deus por ter me dado essa nova oportunidade. Agora é encarar as coisas sob uma nova perspectiva", disse por telefone, em entrevista à TV Gazeta.

Em Fortaleza, na casa dos pais, ele se recupera do susto e conta que a aeronave apresentou problemas logo depois da decolagem. Ele e o também piloto Carlos Roberto, de 71 anos, — que permanece internado — viram o avião pegar fogo assim que caíram na mata.

"A gente te perdeu o motor direito logo após a decolagem. Ficou impossível manter o voo com o motor remanescente e a gente acabou caindo. A gente colidiu na mata e após a colisão abandonamos a aeronave. Com a colisão os tanques de combustível romperam e o fogo começou logo após o impacto. Então quando a gente saiu do avião já houve essa exposição ao fogo", recorda.

INVESTIGAÇÃO

Por telefone, a QNE Escola de Aviação disse que a aeronave estava com as manutenções em dia.

A reportagem procurou a Aeronáutica, responsável pelas investigações do acidente, mas não teve retorno até a manhã desta sexta-feira (23).

Na ocasião do acidente, a QNE Escola de Aviadores informou que Juan e Carlos Roberto são pilotos experientes. Juan tem cinco anos de experiência em voo e, Carlos Roberto, mais de 40 anos de atuação no ramo. Apesar da queda, eles sofreram apenas queimaduras e ferimentos leves.

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