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Noroeste do ES

Seca expõe bancos de areia gigantes no Rio Doce em Colatina

Com o nível baixo do rio e o calor que aumentou nos últimos dias, aumenta a preocupação com o abastecimento de água no município

Publicado em 06 de Outubro de 2020 às 16:30

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 out 2020 às 16:30
Bancos de Areia no Rio Doce em Colatina
Bancos de Areia no Rio Doce em Colatina Crédito: TV Gazeta Noroeste | Reprodução
Com o avanço do período sem chuvas, o Rio Doce segue com o nível muito baixo em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Com a situação, os bancos de areia estão cada vez mais aparentes e maiores ao longo do leito do rio.
A diminuição no volume do rio é possível de se verificar na régua da Agência Nacional de de Águas (ANA). No mês de agosto, uma reportagem de A Gazeta mostrou que o nível estava em 1 metro e 40 centímetros, valor já considerado muito baixo. Nesta terça-feira (6), a situação era ainda pior: o Rio Doce não passava de 1 metro e 20 centímetros.
Nível do Rio está com pouco mais de 1 metro e 20 centímetros
Nível do Rio está  não passa de  1 metro e 20 centímetros Crédito: TV Gazeta Noroeste | Reprodução

ATENÇÃO  COM O ABASTECIMENTO

Com o nível baixo do rio e o calor que aumentou nos últimos dias, aumenta o alerta com o abastecimento de água no município. O Rio Doce é a única fonte de abastecimento da área urbana de Colatina.
Segundo o Serviço Colatinense de Saneamento Ambiental (Sanear), responsável pela gestão de água e esgoto no município, a queda do nível do rio é normal para época e acontece como um reflexo do clima.
A entidade reconheceu que já tem dificuldades para tirar a água do rio para tratar na altura de alguns bairros e já foi preciso abrir canais em bancos de areia para que a água chegasse até as bombas de captação. Entretanto, o diretor da instituição, Geraldo Avancini, garante que não vai faltar água na cidade, pela avaliação dele. A orientação é apenas para que a população não desperdice água.
“Em anos anteriores, a gente já trabalhou com o nível muito mais baixo, como no caso de 2019. No momento, a situação está controlada, mas nossas equipes monitoram a situação diariamente. Estamos em alerta”, explicou Avancini.

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