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Reencontro de irmãos desaparecidos com a família gera comoção e aplausos no Caparaó

Reencontro de irmãos desaparecidos com a família gera comoção e aplausos no Caparaó

Jonathan Peixoto Ribeiro e Juliana Peixoto Ribeiro retornaram para a sede capixaba do Parque Nacional do Caparaó nesta quarta-feira (25), após quase 60 horas perdidos

Carol Leal

Repórter / [email protected]

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 18:52

Dupla foi encontrada na zona rural de Ibitirama, onde foi acolhida por moradores

O reencontro entre a família e os irmãos que desapareceram no Pico da Bandeira, no Caparaó do Espírito Santo, foi marcado por comoção na tarde de quarta-feira (25). Jonathan Peixoto Ribeiro, de 24 anos, e Juliana Peixoto Ribeiro, de 27 anos, retornaram para a sede capixaba do Parque Nacional do Caparaó, em Dores do Rio Preto, e foram recebidos com abraços dos familiares e aplausos das equipes de busca. 

O tio da dupla, Reinaldo Ribeiro, disse que a ligação veio de um número desconhecido e foi inesperada, já que a princípio os familiares não queriam atender por se tratar de um número desconhecido. "Agora é uma alegria imensa, só abraçar eles e tentar aprender com isso tudo", disse.

"Fico muito feliz [em reencontrar a família], até me emociono. Lá em cima, o tempo todo eu pensava neles. A gente estava cuidando um do outro, só que eles não tinham notícia nossa. Quando a gente viu a casa, a primeira coisa que fiz foi ligar para minha mãe"

Juliana Peixoto Ribeiro

Jovem que desapareceu com irmão no Pico da Bandeira

Os irmãos relataram a dificuldade. Juliana disse que, por conta da descida extensa e pelo mau tempo, sentiu medo de não conseguir chegar a um local seguro. Já Jonathan contou que, mesmo após avistarem os carros, o caminho foi longo. 

"Tentamos sempre descer, pois lá em cima é muito frio e fiquei com medo de ter hipotermia [...] a gente viu um monte de carros e o objetivo foi descer até lá, só que parecia ser mais perto e que dava para chegar no mesmo dia, mas não deu", relatou.

O jovem finalizou dizendo que não vê o ocorrido como um trauma, mas sim como uma experiência, e que pretende se preparar mais quando for realizar outra trilha no futuro.

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