Casos de queimadura por águas-vivas em banhistas no mar de Guriri, em
São Mateus, e também em Pontal do Ipiranga, em
Linhares, cidades do
Norte do Espírito Santo, vêm chamando a atenção durante o feriadão de Carnaval. Segundo apuração do repórter André Afonso, da
TV Gazeta Norte, na praia de Pontal do Ipiranga, em Linhares, foram pelo menos 20 atendimentos só na manhã de segunda-feira (3), enquanto em Guriri, outras 15 pessoas se feriram no mesmo período, e duas precisaram de atendimento médico.
Uma das vítimas, em Guriri, foi uma criança de 10 anos. “A água-viva passou o veneninho dela no meu dedo”, disse Mariana Brizon.
O susto só não foi maior porque a família já estava perto de um posto de guarda-vidas. “Eu já sabia porque já vi em uma reportagem, e você pede para o pessoal, os guarda-vidas, colocarem o vinagre. Aí passa o vinagre, bota o gelo depois e fica tranquilo”, disse Anderson Brizon, pai de Mariana.
Ryan Gomes Santana, 12 anos, também sentiu os efeitos do contato com uma água-viva. “Senti uma queimadura na perna, falei com minha tia, e minha tia passou vinagre e melhorou”, disse.
A guarda-vida Giuli Santana contou como costumam ser abordados pelas vítimas nas praias de Guriri. “Geralmente, as pessoas chegam pedindo: ‘Ei, guarda-vidas, fui queimado’. Aí a gente já vai com o atendimento diretamente com vinagre”, disse.
Uma orientação importante, segundo a apuração de André Afonso, é prestar muita atenção na areia da praia antes de entrar no mar. “Se você encontrar alguma água-viva encalhada por aqui, é um indicativo de que nessa direção, dentro do mar, pode ter mais. Aí, a recomendação é procurar outro ponto para aproveitar a água", disse o repórter.
De acordo com o Ministério da Saúde, "os acidentes por águas-vivas são quadros clínicos decorrentes da ação das toxinas presentes nos tentáculos desses animais. Podem causar tanto efeitos tóxicos quanto alérgicos". A gravidade, segundo o ministério, depende da extensão da área comprometida.