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Professores estão no grupo prioritário, mas data de vacinação ainda é incerta

O Plano Nacional de Vacinação prevê a imunização de 2,34 milhões de docentes da educação do nível básico ao superior

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 04/03/2021 às 17h24
Alunos da Escola Major Alfredo Rabaioli, no bairro Mário Cypreste, com distanciamento entre eles na sala de aula
Alunos da Escola Major Alfredo Rabaioli, no bairro Mário Cypreste, em Vitória. Crédito: Carlos Alberto Silva

A discussão em torno da vacinação dos professores da educação básica contra a Covid-19 ganhou um novo episódio nesta quarta-feira (03). O ministro da Educação Milton Ribeiro comemorou a inclusão desses profissionais na lista das categorias prioritárias para a imunização organizada pelo Ministério da Saúde (MS).

Inicialmente, houve o entendimento de que, de fato, se tratava de uma novidade, no entanto, os docentes já constavam na quarta fase do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 desde janeiro, quando o MS divulgou o documento. 

Plano Nacional de Operacionalização Contra a Covid-19

O documento informa como vai funcionar a vacinação no Brasil

A reação do ministro ocorreu após o governo Jair Bolsonaro enviar uma Nota Informativa ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de terça-feira (03). A manifestação do governo foi tomada no âmbito de uma ação movida pela Rede Sustentabilidade que cobra um detalhamento das ações e de qual a prioridade de vacinação contra Covid-19. 

"Visando o mais breve e seguro retorno às aulas presenciais, o presidente Jair Bolsonaro incluiu os profissionais da educação no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. Obrigado por atender mais essa demanda do MEC, presidente", escreveu Milton em uma rede social. Na mesma publicação, ele divulgou um ofício do MEC ao ministro da Casa Civil em outubro do ano passado.

O Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19, apresentado pelo governo, prevê quatro grupos prioritários que somam 50 milhões de pessoas, o que vai demandar 108,3 milhões de doses de vacina, já incluindo 5% de perdas, uma vez que cada pessoa deve tomar duas doses.

FASES DA VACINAÇÃO

  1. 01

    FASE 1

    Grupo formado por trabalhadores da saúde (5,88 milhões), pessoas de 80 anos ou mais (4,26 milhões), pessoas de 75 a 79 anos (3,48 milhões) e indígenas com idade acima de 18 anos (410 mil).

  2. 02

    FASE 2

    Formada por pessoas de 70 a 74 anos (5,17 milhões), de 65 a 69 anos (7,08 milhões) e de 60 a 64 anos (9,09 milhões).

  3. 03

    FASE 3

    A previsão é vacinar 12,66 milhões de pessoas acima dos 18 anos que tenham as seguintes comorbidades: hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave (IMC maior ou igual a 40).

  4. 04

    FASE 4

    Deverão ser vacinados professores do nível básico ao superior (2,34 milhões), forças de segurança e salvamento (850 mil) e funcionários do sistema prisional (144 mil). O Ministério da Saúde pondera, no documento, que os grupos previstos ainda são preliminares e poderão ser alterados.

VACINAÇÃO NO ES

O Painel de Vacinação, ferramenta da governo do Estado, informa que o Espírito Santo recebeu 316.620 doses de imunizantes. Até esta quinta-feira (3), 136.627 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Outras 33.452 receberam a segunda aplicação.

Em janeiro, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), anunciou que o Estado mantinha negociação com laboratórios fabricantes de vacinas para acelerar as aplicações em solo capixaba. À época, Casagrande revelou que os compostos seriam usados para imunizar idosos, professores e profissionais da segurança pública.

"Não temos ainda nenhum fornecedor garantido, mas estamos prospectando aqui com o tempo conseguiremos comprar alguma coisa. Estamos em contato com todos os laboratórios, mas todos estão ainda em um processo de discussão com o governo federal. A hora que eles concluírem essa avaliação com o governo federal, talvez eles poderão disponibilizar as vacinas para a compra dos Estados. (Essas vacinas) seriam usadas para a gente adiantar a vacinação, por exemplo, de idosos, professores e profissionais da segurança", explicou Casagrande à reportagem de A Gazeta no dia 25 de janeiro deste ano.

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