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Polícia avalia instalar armadilha para capturar onça em Iconha

Policiais ambientais vão fazer novas diligências nesta quarta-feira (8), na localidade de Bom Destino, onde animal foi visto por moradores

Publicado em 08/07/2020 às 18h21
Atualizado em 08/07/2020 às 20h59
Onça parda
Onça parda, também chamada de suçuarana ou puma . Crédito: Reprodução/ ICMBio

As buscas pela onça parda vista por moradores na segunda-feira (06), na localidade de Bom Destino, zona rural de Iconha, no Sul do Espírito Santo, continuam. Órgãos ambientais foram acionados para tentar capturar o animal, mas ainda sem sucesso. Nesta quarta-feira (08), eles retornam ao local para novas diligências. Os militares analisam a instalação de armadilhas para capturar a onça. 

Segundo o capitão da Polícia Militar Ambiental, Reinaldo Faria, uma equipe esteve na localidade na noite dessa terça-feira (07), com as pessoas que viram o animal, para levantar informações.  “Estamos avaliando. A depender do que apurarmos hoje, poderemos tentar capturá-la com armadilha”, disse Faria. A prefeitura segue alertando a população local que evitem permanecer desacompanhados em locais desertos, principalmente à noite.

Como o felino tem hábitos noturnos, a prefeitura divulgou um novo alerta para a segurança das pessoas. “Recomenda-se, inicialmente, evitar o pânico, uma vez que os riscos são baixos e que não há nenhum registro de ataque a humano por felino silvestre confirmado no ES. Porém, recomenda-se que todos fiquem alertas, evitando permanecer desacompanhados em locais desertos, principalmente à noite, no início e final do dia, especialmente crianças”.

A secretaria de Meio Ambiente do município também acionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

ANIMAL JOVEM

Analisando as imagens feitas por moradores das marcas deixadas pelo animal, o biólogo Helimar Rabello acredita que pode se tratar de um animal jovem, pelo tamanho das pegadas. “Provavelmente, pelo tamanho da pegada é um animal adolescente, que dever ter saído do território da mãe há pouco tempo. Existem mais de três onças pardas na região. Elas sempre foram vistas, fotografadas e não há registro de ataques a animais domésticos. Há presas suficientes para ficarem aqui”, disse.

Para o biólogo, outro fator que reforça a hipótese de um animal jovem foi sua passagem por uma região perto das moradias. “É um fator que reforça que seja um animal jovem, que tenha sido expulso do território da mãe e esteja procurando novo território, então, estaria passando por ali. Se ela for reincidente e começar a voltar à área, tem realmente que tentar pegar esse animal e levar pra uma outra área”, analisou o biólogo.

Apesar da apreensão causada nos moradores do local, segundo Rabello, não se deve tentar caçar o felino. “Não fazemos parte do grupo de presas dele, mas se ele se sentir ameaçado, pode atacar. Cada animal desse tem um território de mais de 20 quilômetros quadrados, pode andar mais de 40 quilômetros em um dia, então, provavelmente esse animal poderia estar só passando por ali”, afirma o biólogo.

Pegadas da onça-parda foram encontradas pelos locais onde ela passou em Bom Destino
Pegadas da onça-parda foram encontradas pelos locais onde ela passou em Bom Destino. Crédito: Internauta

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