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Casos de coronavírus

'Permanecemos com a curva em ascensão', diz subsecretário do ES sobre Covid-19

O subsecretário estadual de Saúde, Luiz Carlos Reblin, afirmou que o Espírito Santo teve comportamento diferente da avaliação de pico da doença e que curva continua subindo

Publicado em 18 de Maio de 2020 às 10:59

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 mai 2020 às 10:59
O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, em entrevista à TV Gazeta
O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, em entrevista à TV Gazeta Crédito: Reprodução / TV Gazeta
Em meio ao aumento constante do número de casos e óbitos pelo novo coronavírus no Espírito Santo, até com recordes de registros em 24 horas na última semana, o subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, afirmou que a curva de casos da doença “permanece em ascensão” no Estado. A declaração foi dada em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta, nesta segunda-feira (18).
Quando questionado se o Espírito Santo havia atingido o pico da doença, Reblin respondeu afirmando que havia a expectativa de que isso aconteceria entre a segunda metade de abril e a primeira metade de maio. No entanto, o comportamento observado em território capixaba foi diferente e a curva de casos segue crescendo.
"Permanecemos com a curva em ascensão", diz subsecretário de saúde
"Tínhamos uma avaliação que o pico da doença seria atingido na segunda quinzena de abril e primeira quinzena de maio, quando haveria uma estabilização dos casos. O pico não quer dizer que a doença vai cair, mas seria o número máximo que teríamos diariamente. Infelizmente, no ES o comportamento é um pouco diferente, e nós permanecemos com a curva em ascensão. Isso é dado pelo número de casos que ficam positivos diariamente, número de pessoas que são internadas em nossos hospitais, e também, infelizmente, pelo número de óbitos que cresce de maneira significativa entre nós"
Luiz Carlos Reblin - Subsecretário Estadual de Vigilância em Saúde
Ainda de acordo com o subsecretário, a tendência é de que o número de casos continue aumentando. Reblin explica que o maior registro da doença no interior é um fator significativo para esta alta.
“A tendência é de elevação no número de casos. Nós temos hoje uma questão importante, que é a nossa letalidade. Os óbitos hoje começam a acontecer no interior do Estado, para onde a doença está migrando. Esse deve ser o fator de elevação da doença entre nós”, destacou.
O Espírito Santo, até esta segunda-feira (18), registrou 6.744 casos notificados de pessoas que foram contaminadas pelo novo coronavírus. Desse total, 285 morreram.
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