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Pandemia de Covid-19

Pais que expõem filhos ao risco de contaminação podem ser penalizados no ES

Segundo a juíza Patrícia Neves, a Vara da Infância e Juventude de Vila Velha recebeu denúncias de pais que levaram filhos aos shoppings e discutiram com seguranças para tentar forças a entrada de crianças

Publicado em 03 de Julho de 2020 às 13:38

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 jul 2020 às 13:38
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Reabertura de shoppings completou um mês nesta semana Crédito: Divulgação /TJES
Pais que insistirem em expor seus filhos ao risco de se contaminarem pelo novo coronavírus podem ser penalizados judicialmente. É o que aponta a juíza coordenadora das Varas da Infância e da Juventude do Espírito Santo, Patrícia Neves, em entrevista à jornalista Fernanda Queiroz, na rádio CBN Vitória.
Segundo a juíza, shoppings estão registrando episódios em que pais desrespeitam a regra que proíbem a entrada de menores de 12 anos nos estabelecimentos. A Vara da Infância e Juventude de Vila Velha recebeu oficialmente um registro em que pais levaram filhos aos shoppings e discutiram com seguranças para tentar forças a entrada de crianças. Em alguns casos, as crianças até mesmo foram trancadas dentro do carro no shopping para os pais frequentarem o local, o que configura crime.
A magistrada alerta os pais e responsáveis que, nestes casos, podem ser encaminhados aos juizados e sofrerem processos administrativos, que podem ser de advertência à multa de 3 a 20 salários. "Não é o momento de expor os filhos a risco, a esse constrangimento e poder responder a um processo judicial. Porque se os shoppings comunicarem, vai ser aberto um procedimento, isso é fato", disse.
A juíza também faz um pedido para que, além de evitar o risco, que os pais não coloquem as crianças em situação de constrangimento nestes locais.
"Quando a gente olha o que parece um simples ato de bater boca com um segurança na porta do shopping, na verdade, traz tantas consequências. É um pai e uma mãe ensinando para o filho, na presença do filho, que não precisa cumprir lei, que não precisa cumprir regra. E a gente sabe que educação se faz com exemplo, e não só com palavras e conselhos. Expor a uma situação que é constrangedora, de bate boca, de confusão. Isso é constrangedor para todo ser humano, imagina para uma criança. Então, é um pedido para os pais para que possam refletir que ainda não é o momento"
Patrícia Neves - Juíza coordenadora das Varas da Infância e da Juventude do Espírito Santo

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