"Muito tensa", prevê secretário sobre situação do ES nos próximos 15 dias

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que, se a proporção de casos se mantiver, situação será de "difícil manejo" e número de mortes pode chegar a 1.200 no mês de junho

Publicado em 02/06/2020 às 13h07
Atualizado em 03/06/2020 às 07h15
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em entrevista à TV Gazeta nesta quinta-feira (28)
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes. Crédito: Reprodução / TV Gazeta

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou em entrevista à Rádio CBN Vitória na manhã desta terça-feira (2) que, se o Espírito Santo mantiver o crescimento de casos e mortes pelo novo coronavírus no mês de junho, a situação ficará “muito tensa” no Estado.

“Se nós projetarmos o que cresceu em 15 dias na nossa realidade, no nosso padrão de comportamento no Espírito Santo e houver essa mesma proporção de crescimento nos próximos 15 e 30 dias, nós teremos uma situação muito tensa, de difícil manejo no nosso Estado”, disse.

Em conversa com a jornalista Fernanda Queiroz, o secretário afirmou que nas próximas semanas poderá haver uma situação de muitos óbitos. Para justificar, ele cita o aumento exponencial de mortes no mês de maio, que começou com pouco mais de 100 e terminou com mais de 600.

“Nós podemos chegar em 15 dias, em 21 dias a uma situação de ter muitos óbitos. A letalidade acumulada até agora, nós chegamos a 604 mortos no último dia do mês de maio. Nós começamos maio com 124 óbitos. Se essa proporção crescer na mesma proporção no mês de junho, nós estamos dizendo que podemos passar de 1.200 óbitos no Estado. E isso é de difícil manejo, é de difícil manejo você reconhecer muitas vidas sendo perdidas por uma doença infectocontagiosa em que, se as pessoas se distanciarem, tomarem as medidas essenciais de lavarem as mãos e de se proteger. Quem tiver qualquer sintoma respiratório, procurar um médico e ter um diagnóstico e se isolar por 14 dias, independente de teste, a gente consegue evitar que essas vidas sejam perdidas”, destacou.

O secretário também falou da ocupação dos leitos de UTI e da necessidade do isolamento social. Nésio destacou que a pandemia será vencida quando houver um pacto social de respeito às determinações das autoridades, e não com aumento no número de leitos hospitalares. “Nós vamos vencer a epidemia fora da UTI. Lá, nós fazemos a redução de danos, a gente trata de salvar aquela vida que não queremos perder. Só que a UTI não vai romper a cadeia de transmissão da pandemia, não vai fazer gerar o pico da doença”, afirmou.

Até esta segunda-feira (2), o Espírito Santo confirmou 14.285 casos e 628 mortes pelo novo coronavírus, segundo dados divulgados pelo Painel Covid-19, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

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