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Mandante do crime que tirou a vida de Alice foi presa a caminho da igreja

A detida, que comandava o tráfico de drogas da região no lugar do marido preso, é suspeita de ser a mandante do atentado contra um adolescente. Na ocasião, Alice acabou vítima de bala perdida

Publicado em 30/04/2020 às 15h18
Atualizado em 06/05/2020 às 11h01
Alice da Silva Almeida
Alice da Silva Almeida morreu vítima de bala perdida aos três anos. Crédito: Arquivo pessoal

Polícia Militar prendeu na última quarta-feira (29) uma mulher, de 36 anos, suspeita de ser a mandante da tentativa de assassinato de um adolescente de 17 anos, que resultou na morte da menina Alice da Silva Almeida, de 3 anos. A criança foi vítima de bala perdida no dia 9 de fevereiro deste ano. Ela brincava no quintal de casa, no bairro Dom João Batista, em Vila Velha, quando o alvo dos disparos fugiu para a casa da família de Alice. A detida, que comandava o tráfico de drogas da região no lugar do marido preso, estava a caminho de uma igreja quando foi abordada pelos PMs. 

De acordo com o Major Patrício Bernabe Fiorim, do 4°Batalhão da Polícia Militar (BPM), após a tentativa de homicídio que não tinha Alice como alvo, mas vitimou a criança, a Polícia Civil prendeu três suspeitos e conversou com testemunhas. Durante as investigações, a PC verificou a participação de Ana Paula Dias Ferreira, mulher de Rafael Proveti do Nascimento, conhecido como Raras, que coordena uma das facções criminosas que atuam na região.

A MULHER PASSOU A COMANDAR FACÇÃO APÓS PRISÃO DO MARIDO

"Rafael foi preso e a esposa dele passou a coordenar a facção local. Ela é suspeita de ser a mandante do atentado contra o adolescente por conta do conflito pelo controle do tráfico de drogas na região. Ela, no lugar do marido, comandava o grupo do Raras. Já o menor, alvo dos disparos, é suspeito de participar do grupo do Terceirão. Esse adolescente permanece solto, pois com ele nunca foi flagrado nenhum material ilícito", contou o Major. 

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Fiorim completou que após a PM receber a informação de que Ana Paula era suspeita de ser mandante do atentado contra o adolescente, com dois mandados prisão expedidos contra ela por homicídio, os policiais militares passaram a buscar os endereços da mulher. Porém, não estavam conseguindo êxito na prisão. Foi graças a uma denúncia anônima enviada para a PM que foi possível localizar a suspeita.

SUSPEITA É DETIDA A CAMINHO DA IGREJA

"Recebemos a informação anônima de que ela estaria residindo em Cariacica, mas frequentando uma igreja evangélica em Vila Velha. Montamos itinerários de onde ela passaria e na noite de quarta (29) identificamos o veículo informado que ela estaria, passando pela Avenida Guaraná, no bairro Rio Marinho, em Vila Velha.  O carro foi avistado por nossa equipe de vigilância, que entrou em contato com a Companhia de Força Tática do 4° Batalhão, responsável por abordar o veículo", conta.

Durante a abordagem, Ana Paula ainda tentou enganar os policiais, dizendo que chamava-se Ana Cláudia. Mas após os PMs mostrarem os mandados de prisão com fotos dela, a suspeita confessou a verdadeira identidade e acabou detida. 

PARA PM, PRISÃO É UMA "VITÓRIA" NO CASO ALICE

"A morte da menina Alice foi exatamente um tipo de caso que a PM tenta evitar que aconteça:  criminosos envolvendo inocentes dessa forma, causando uma perda tão trágica. Essa prisão trouxe um pouco mais de conforto. Para nós, é uma vitória em cima de um ato que a gente repudia e faz de tudo para que não ocorra", desabafou.

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