Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 17:16
O Ministério da Saúde iniciou nesta semana uma campanha de vacinação contra a dengue para profissionais da saúde da atenção primária. No Espírito Santo, a ação deve beneficiar 24,5 mil trabalhadores da área. O Estado já recebeu 10,6 mil doses do imunizante e novas remessas estão previstas para as próximas semanas. >
A campanha vai utilizar um imunizante brasileiro desenvolvido pelo Instituto Butantan. A vacina tem dose única, é tetraviral e 100% nacional. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressalta que a estratégia é proteger os profissionais que atuam próximo à população como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários das unidades básicas de saúde (UBS).>
“São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização. Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando tem casos de dengue”, exemplifica Padilha. >
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Profissionais de saúde assistenciais e de prevenção:
Trabalhadores administrativos e de apoio das unidades de saúde:
A ampliação vacinal para pessoas de 15 a 59 anos está prevista para o segundo semestre deste ano, acompanhando o aumento da capacidade produtiva do Instituto Butantan. O início da estratégia será pelos adultos a partir de 59 anos, com ampliação gradual para faixas etárias mais jovens, até alcançar o público de 15 anos. >
A vacina apresenta 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme. Com R$ 368 milhões, o Ministério da Saúde fechou a compra de 3,9 milhões de doses, adquirindo todo o quantitativo disponível. O início da vacinação está sendo realizada com as primeiras entregas.>
O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece a vacina contra a dengue do laboratório japonês, indicada para adolescentes de 10 a 14 anos e aplicada em duas doses. Desde a incorporação, em 2024, 7,4 milhões de doses já foram aplicadas. >
Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional. A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras. >
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