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Aumento de casos

Importunação em ônibus sobe no ES: 'Difícil ser mulher no transporte público'

Estudo aponta que 71% das mulheres no país já sofreram importunação sexual ao se locomover pelas cidades brasileiras; casos do tipo aumentaram no Espírito Santo em um ano
Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 mai 2025 às 09:10

Publicado em 20 de Maio de 2025 às 09:10

"Como é ser mulher no transporte público? Difícil". O relato da empregada doméstica Adriana Ferreira é parecido com o de muitas mulheres que, todos os dias, dependem do transporte coletivo para se locomover no Espírito Santo. O que deveria ser uma atividade comum se torna um desafio diante dos casos de assédio que têm se tornado cada vez mais comuns.
No Espírito Santo, os casos de importunação saltaram de 320 em 2023 para 389 em 2024, segundo o Painel de Monitoramento da Violência Contra a Mulher, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Em 2025, até maio, o Estado já teve 96 registros de importunação.
Como é ser mulher no transporte público? Difícil. Por quê? A gente passa muitas coisas, temos muitos riscos, não temos segurança. A gente corre risco de ser molestada, abusada... É muito arriscado
Adriana Ferreira - Empregada doméstica, vítima de importunação
Em um ônibus na Grande Vitória, Adriana contou que um caso a deixou com mais medo. "Eu estava em um ônibus quando entrou um homem que encostou as partes íntimas numa moça. O motorista fechou as portas e chamou a polícia. Eu tenho minhas filhas. Penso em mim e nelas também", desabafou.
Uma pesquisa realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva revelou que 71% das mulheres do país dizem já ter vivido alguma situação de violência ao se deslocar, seja em ônibus, trens, metrôs, táxis e carros por aplicativo.
Das entrevistadas, 45% disseram que sofreram violência durante deslocamentos especificamente em ônibus. "Eu pego quatro ônibus todos os dias. Na primeira vez que me aconteceu, eu fiquei quieta. Na segunda e na terceira vezes, eu comecei a gritar para que as pessoas me ajudassem", contou a universitária Michele Lusquinho.
As mulheres que responderam à pesquisa contaram ter vivenciado olhares insistentes ou cantadas inconvenientes (44%); importunação sexual (17%); agressão física (6%); e estupro (3%).

Medidas para segurança

Para tentar driblar os desafios, a estratégia é criar métodos para tentar se proteger. Prestar atenção, buscar lugares menos apertados e deixar a bolsa próxima ao corpo podem ajudar.
A babá Tatiana Sales defende que mais palestras precisam ser feitas para conscientizar e ajudar as mulheres. "Semanas atrás, uma moça perguntou se eu conhecia quem estava comigo, porque ele colocou a mão na minha perna. As pessoas estão ficando mais ligadas", relatou.
A Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES) afirmou que realiza campanhas de conscientização visando a estimular tanto vítimas quanto usuários do sistema Transcol a denunciarem casos de importunação sexual e violência contra a mulher dentro dos ônibus e terminais.
Disse também que os terminais e estações do aquaviário na Grande Vitória receberam totens com o tema da campanha "Todas as Mulheres. Todos os Direitos", e que realiza campanhas de conscientização visando a estimular vítimas e usuários do sistema Transcol a denunciarem casos de importunação sexual.
*Com informações de Any Cometti e Breno Alexandre, do g1ES e TV Gazeta

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