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Idoso é esquecido por companhia aérea em aeroporto de SP na volta para o ES

O acompanhamento especial da companhia aérea contratada esqueceu o senhor Nilton e o filho com autismo no saguão do embarque. Os dois só embarcaram após o meio-dia, em voo executado por outra empresa de aviação

Tempo de leitura: 2min
Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 04/01/2022 às 16h52

Atrasos no aeroporto são de fato recorrentes, mas, desta vez, nesta terça-feira (4), um caso em particular chamou a atenção. A situação envolveu o idoso de 83 anos, Nilton Alves, e o filho com autismo, Nelson Alves Sobrinho, de 41 anos. Os dois deveriam ter deixado o aeroporto de Congonhas, na capital paulista, com destino a Vitória, por volta das 6h30 da manhã.

No entanto, o acompanhamento especial da companhia aérea contratada os esqueceu no saguão do embarque. O pai e o filho somente embarcaram após o meio-dia, em voo executado por outra empresa de aviação.

São Paulo - Vitória
Nilton, de 83 anos, perdeu o voo por esquecimento da companhia aérea. Crédito: Fernando Madeira

Em entrevista exclusiva à reportagem de A Gazeta, que esteve no Aeroporto de Vitória para acompanhar a chegada de Nilton e Nelson, o idoso contou que acordou às 4h da manhã e permaneceu no aeroporto, em São Paulo, até por volta das 13h. Apesar do transtorno, o aposentado disse que “errar é humano” e perdoou o ocorrido.

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Nilton Alves

Idoso de 83 anos

"Cheguei 5h e pouca no aeroporto de Congonhas. Minha filha e meu genro foram ao caixa da companhia e a moça de lá falou que podiam nos deixar lá que os funcionários iriam nos embarcar. Um rapaz nos conduziu lá para cima. Quando vi que faltavam 10 minutos para o voo sair, pedi ao meu filho que perguntasse do atraso. Daí a pouco disseram que viriam depois nos buscar. Quando notei que era tempo demais, questionei, já eram 7h e tanto"

Após o aguardo, o pai e o filho procuraram um funcionário da empresa de aviação contratada. “Foi aí que ficou constatado que o rapaz deixou a gente esperando lá em cima e esqueceu de nos encaminhar ao avião. A moça do caixa, que vendeu a passagem, veio atrás da gente, deu toda a assistência, não saiu de perto, pagou café da manhã e almoço e mudou a passagem para outra companhia 12h05. Mas não estou cansado nem chateado, acho que errar é humano, todo mundo tem falhas. Fomos bem tratados”, disse.

São Paulo - Vitória
Nilton e Nelson perderam o voo em Congonhas. Crédito: Fernando Madeira

Quanto ao interesse em ajuizar uma ação na Justiça, Nilton fala que não cabe a ele, já que foram a filha e o genro, que residem em São Paulo, que pagaram a passagem. Já o filho dele considerou a situação um descaso e falou que a família tem intenção de buscar as vias judiciais.

“A gente mora em Vitória, na região da Ilha do Príncipe, estamos viajamos desde cedo, acordamos 4h. Houve o embarque mas não nos chamaram. Não nos buscaram na plataforma, como era esperado. Ficamos plantados e perdemos o voo. Nós vamos processar a empresa. Fiquei cansado, foi um descaso comigo e principalmente com meu pai. Esperamos de 4h até mais de 12h”, desabafou Nelson.

O OUTRO LADO

Demandada pela reportagem, a Gol Linhas Aéreas informou, por nota, que os clientes realizaram check-in prioritário para o voo G3 1320, programado para esta terça-feira (4), entre Congonhas e Vitória. "Porém, houve um desencontro de informação no processo de embarque. A Gol realizou toda assistência necessária aos clientes e ambos receberam acompanhamento, refeição, e foi feito o contato aos familiares explicando o ocorrido. A empresa lamenta profundamente os transtornos causados e está apurando os motivos para que situações como essa não voltem a ocorrer".

Atualização

4 de Janeiro de 2022 às 20:53

Após a publicação desta matéria, a Gol Linhas Aéreas respondeu à demanda da reportagem e se manifestou sobre o assunto. O texto foi atualizado.

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