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Publicado em 3 de outubro de 2024 às 16:35
A moradora da cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Maria Helena Gouveia, de 69 anos, passa bem após o transplante do fígado doado por Paulo César Guerra, morador de Vitória, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) na última quinta-feira (26). A captação aconteceu na terça-feira (1), saindo da capital em um voo da Gol e até fechou a Linha Vermelha para o transporte do órgão, no Rio de Janeiro. A cirurgia durou pouco mais de três horas e, depois do procedimento, Maria Helena apresentava-se "consciente e estável". >
Uma foto divulgada pelo Hospital Adventista Silvestre, do Rio de Janeiro, mostra a receptora ao lado do filho após o transplante. Maria Helena era a primeira da fila de espera por um fígado e estava aguardando havia três meses. De acordo com o chefe da equipe de transplantes do hospital, o médico Eduardo Fernandes, o procedimento foi um sucesso.>
Eduardo Fernandes
Chefe da equipe de transplantes do hospitalA Linha Vermelha, uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro, foi totalmente interditada na manhã de terça-feira (1) para a passagem de um veículo da Secretaria Municipal de Saúde que transportava o fígado do doador do Espírito Santo.>
Segundo informações do g1, a mulher quase perdeu a oportunidade do transplante por conta de um tiroteio. O órgão de regulação entrou em contato com a família da receptora para que ela fosse o mais rápido possível ao hospital no Cosme Velho. Mas a família não conseguia sair de casa devido a uma troca de tiros na região onde vivem.>
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Caso perdesse a hora, ela perderia o lugar na fila para o segundo paciente compatível. A expectativa era de que ela chegasse ao hospital na noite de segunda (30), mas só chegou por volta das 6h de terça-feira. Como chegou dentro do intervalo permitido, passou pelos procedimentos de transplante.>
Paulo César Guerra, de 55 anos, vítima de morte encefálica em decorrência de um AVC, teve os órgãos doados por decisão da filha, Maiana Guerra. A trancista residente em Maruípe conversou com a reportagem de A Gazeta e contou sobre o sentimento de ver outra pessoa recebendo uma "parte do pai".>
Maiana Guerra
TrancistaO pai de Maiana trabalhava como lavador de carros na Serra. Ele deixa quatro filhos e dois netos. Para a trancista, a doação, que chamou a atenção de todo Brasil na terça (1), pode incentivar que mais pessoas tomem a decisão de doar os órgãos.>
O transporte e a doação ocorreram dentro do planejado, e o trânsito na via, na altura do Complexo da Maré, foi liberado ainda durante a manhã. >
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