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Pesquisa Internacional

Hospital do ES testa medicamentos para evitar sequelas do coronavírus

Pacientes do Jayme dos Santos Neves poderão ser incluídos em pesquisa internacional, que tenta minimizar as alterações drásticas da taxa de glicemia em infectados pela Covid-19

Publicado em 21 de Agosto de 2020 às 10:32

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 ago 2020 às 10:32
OMS retirou em definitivo a cloroquina dos testes para tratamento de Covid-19
Medicamentos que serão testados na pesquisa já são usados para o controle da diabetes  Crédito: jcomp/ Freepik
Uma pesquisa internacional sobre o uso de medicamentos para proteger os órgãos das sequelas deixadas pelo novo coronavírus em pessoas infectadas vai contar coma  participação do Hospital Jayme dos Santos, na Serra.  Os remédios começarão a ser testados na próxima semana. 
Levantamentos do National Institutes of Health (NIH) - instituição internacional que pesquisa doenças - apontaram que vários pacientes graves de Covid-19 tiveram alterações drásticas da taxa de glicemia. Isso aumenta a probabilidade de diabetes e danos em órgãos como o coração, rins, pâncreas e pode provocar até Acidente Vascular Cerebral (AVC).   
O coordenador do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Jayme dos Santos,  Vinícius Nunes, disse que os medicamentos serão usados nos pacientes para baixar a taxa de  glicemia no sangue. Os nomes dos fármacos não são divulgados por cláusulas de confidencialidade que envolvem a pesquisa. 
"Percebemos que pacientes de 20 anos ou idosos, de qualquer jeito, tiveram a doença. Na primeira semana de infecção, a Covid-19 é caracterizada pelos sintomas gripais e a resposta do corpo à replicação do vírus. Depois, há uma luta do organismo contra a inflamação provocada pelo vírus, que causa o desbalanceamento de todo o equilíbrio de funções do corpo, entre elas o aumento da glicemia", explicou Nunes. 
É exatamente para combater essa consequência provocada pela inflamação da Covid-19 que a pesquisa internacional visa testar medicamentos que já são utilizados no controle da diabetes.
"Ao apresentar diabetes devido à alta taxa de glicemia, o paciente com a doença  vai sobrecarregar não apenas o pâncreas, mas também outros órgãos", detalhou o coordenador da pesquisa no Espírito Santo. 
O medicamento tem a função de controlar a absorção de glicose, a expelindo pela urina e regulando as funções do organismo do doente. A meta é incluir 300 pacientes do Espírito Santo junto à pesquisa que conta com a participação de hospitais do mundo todo. 
Poderão participar dos testes as pessoas que estiverem internadas com a confirmação de Covid-19 e que não estiverem em estado grave e que o paciente ou a família autorizem a inclusão na pesquisa.  
"É um estudo clínico importante, pois significa um selo de qualidade para o nosso hospital.  É a ciência em busca de curas e de respostas para essa doença, sem qualquer influência política ou externa. A pandemia permitiu que a ciência se aproximasse da população e mostrou que está ao lado dela", completou Nunes. 

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