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Há risco de segunda onda da Covid-19 no ES? Secretário da Saúde explica

Nésio Fernandes reforçou em coletiva de imprensa que, caso a segunda onda de contaminação atinja o território capixaba, o governo tem como plano aumentar a quantidade de leitos para atender todos os pacientes

Publicado em 30/10/2020 às 19h29
Pandemia do novo coronavírus: vacina vira disputa política
Chegada de segunda onda no Espírito Santo é hipótese, diz secretário. Crédito: Fernando Zhiminaicela/Pixabay

A chegada da segunda onda de contaminação do novo coronavírus em países da Europa nas últimas semanas acendeu um alerta para a população em geral, e pela especulação dos infectologistas, o fenômeno também pode chegar no Espírito Santo.

A afirmação é do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, que explicou as possibilidades disso acontecer em coletiva de imprensa no início da tarde desta sexta-feira (30).

"Estamos diante de um vírus novo. A possibilidade de ter uma segunda onda é uma hipótese levantada por muitos infectologistas. O governo do Estado se prepara para todos os cenários. Havendo segunda onda, estaremos preparados para isso. Temos afirmado desde o início de que poderia haver ciclos de abertura e de restrições. Caso ocorra a segunda onda, vamos reclassificar os municípios", disse.

Nésio também reforçou que, caso a segunda onda de contaminação atinja o território capixaba, o governo tem como plano aumentar a quantidade de leitos para atender todos os pacientes.

Nésio Fernandes

Secretário da Saúde do ES

"Caso ocorra segunda onda de casos graves, estamos desenhando estratégias e estamos também estudando reverter leitos. Também podemos retomar estratégias de distanciamento social e voltar de maneira mais robusta a disponibilizar leitos da própria rede"

Nésio afirma que, com vacinas disponíveis, o Estado estará preparado para a imunização.

"Há mais de 100 anos não vivemos algo semelhante. Estamos preparados para, tendo vacinas disponíveis, vacinar a população começando pelos grupos de risco. Sendo frustradas as expectativas de que, a partir de janeiro, possamos ter milhões de doses de vacinas, estaremos preparados para ter que conviver com os protocolos por mais tempo", completou.

HÁ COLAPSO EM REDE HOSPITALAR PRIVADA?

Outro assunto tratado por Nésio na coletiva foi o questionamento sobre hospitais da rede privada estarem sofrendo um colapso, com superlotação e aumento de pacientes confirmados com a Covid-19.

Ao contrário do que é amplamente compartilhado nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, o secretário afirmou que não há colapso, e explicou o aumento de pacientes nas instituições.

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