Centenas de pessoas foram às ruas de Vitória neste domingo (7) para participar do Grito dos Excluídos em defesa da democracia. A mobilização, organizada por entidades sindicais e com a participação de movimentos sociais e da Igreja Católica, também promoveu uma consulta popular sobre a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6x1 e a taxação dos super-ricos.
A caminhada saiu do Portal do Príncipe e foi até a Praça João Climaco, em frente ao Palácio Anchieta. Neste ano, o tema é “Vida em Primeiro Lugar!”, o mesmo de 2024, acompanhado do lema “Cuidar da casa comum e da democracia é luta de todos”.
Conforme informações da organização, o tema central, que se conecta com o contexto global de crises climáticas e sociais, reforça a defesa intransigente da democracia e a importância do cuidado com o meio ambiente.
Além disso, este ano o Grito dos Excluídos foi às ruas em defesa do plebiscito com mutirões para coleta de votos. A iniciativa promove uma consulta nacional sobre a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1 e o imposto para os super-ricos.
Há 31 anos, o Grito dos Excluídos e Excluídas acontece no dia 7 de setembro, buscando mobilizar a sociedade na luta por direitos fundamentais, como saúde, educação, habitação e segurança alimentar, além do combate ao racismo, à violência policial, à violência contra as mulheres e a outras formas de discriminação e ódio.
O movimento também abraça as pautas das comunidades rurais e tradicionais, defendendo o direito à terra, a agricultura familiar baseada na agroecologia, o acesso a alimentos saudáveis e a soberania alimentar.
O Grito dos Excluídos foi pensado, ainda segundo a organização, em sintonia com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que busca, nesta data, chamar a atenção de todos para os problemas sociais e pedir empenho para criar mais igualdade.
Correção
07/09/2025 - 3:00
O movimento tem participação da Igreja Católica, mas é organizado por entidades sindicais. O texto foi atualizado.