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Gastroenterite: como evitar infecção em meio ao aumento de casos

Unidades de saúde do ES têm notado crescimento de casos da doença. Especialistas explicam o que é, como prevenir e tratar

Tempo de leitura: 3min

Um aumento no número de casos de gastroenterite tem sido observado nas últimas semanas nas unidades de pronto-atendimento e hospitais no Espírito Santo. Recentemente, um surto da doença foi investigado em uma escola estadual localizada no Bairro de Santa Helena, em Vitória. Mas como evitar a infecção em meio a esse aumento de casos?

A gastroenterite é uma inflamação do trato gastrointestinal, que geralmente é causada por vírus, mas também por bactérias e parasitas. A infecção acontece normalmente por via fecal-oral, ou seja, a partir do consumo de comidas e bebidas contaminadas, o contato com objetos, entre outros.

Na maioria das vezes, ocorre devido à falta da higiene das mãos, a manipulação incorreta de alimentos e contato físico com pessoas infectadas. A gastroenterologista Livia Pandolfi, da Unimed Vitória, que também reparou o aumento de casos no consultório onde atende e nos pronto-socorro, pontua os principais cuidados que as pessoas precisam ter para evitar a doença.

"É importante manter os cuidados com a higiene das mãos. Lavar com água e sabão após chegar em casa, usar o banheiro, antes das refeições e depois do contato direto com pessoas infectadas. Evitar também consumir alimentos crus e carnes mal passadas, sem conhecer a procedência e higienização, além de preferir sempre alimentos cozidos, naturais, e que não tenham ficado muito tempo fora da geladeira, expostos a insetos", orienta.

AUMENTO DE CASOS

Em Cariacica, o número de infectados teve um aumento significativo nos últimos meses. Foram 33 casos em janeiro; 22, em fevereiro; 42, em março e abril; e 91, em maio. A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) afirmou, por nota, que está realizando estudos para caracterizar se há ou não um surto da doença na cidade.

Já na Serra, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Castelândia também registrou um aumento na demanda de casos, sobretudo na pediatria, com um terço do número de atendimentos. Os municípios de Vitória e Vila Velha informaram que não houve um crescimento de diagnósticos até o momento.

Dor abdominal: diarreia é um dos sintomas da gastroenterite
Dor abdominal: diarreia é um dos sintomas da gastroenterite . Crédito: Freepik

A médica infectologista Martina Zanotti, do Vitória Apart Hospital, explica que ainda não é possível confirmar a causa desse "surto", mas que a fácil contaminação da gastroenterite pode ter favorecido o aumento de casos. No hospital, segundo ela, os atendimentos chegaram a dobrar nas últimas três semanas.

Martina Zanotti

Médica infectologista do Vitória Apart Hospital

"Notamos uma maior ocorrência da doença especialmente em adultos. Mas são casos leves, eles (pacientes) são atendidos no pronto-socorro e vão embora. Não refletiu em aumento de internação"

A especialista continua: "É difícil saber o motivo exato, pois geralmente não fazemos diagnóstico para saber se é um vírus, uma bactéria, entre outros. Quando dá surto assim, costuma ser uma gastroenterite viral. Tem épocas do ano em que eles circulam mais".

SINTOMAS E TRATAMENTO

De acordo com o gastroenterologista Rodrigo Tardin, os principais sintomas da gastroenterite são diarreia, aumento da frequência das evacuações e fezes líquidas. Isso muitas vezes acompanhado de cólicas abdominais, vômitos, mal-estar geral e fraqueza.

O médico explica ainda que nos casos mais graves da doença, e que exigem mais atenção, a febre e o aumento da constância dos vômitos estão associados.  

Rodrigo Tardin

Gastroenterologista

"Idosos e crianças são os que mais sofrem com a perda de líquidos. Então, a reidratação é fundamental, seja de forma oral, com soro caseiro ou de forma venosa. Depende do grau de desidratação que o médico percebe na consulta"

A respeito do tratamento da gastroenterite, Rodrigo pontua que a reposição das perdas líquidas e sais minerais é essencial. Nem sempre a doença requer tratamentos específicos ou ajuda hospitalar.

Em algumas situações, basta acompanhar os sintomas e manter-se bem hidratado para se recuperar da doença em poucos dias. "Em casos de internação, mais severos, o tratamento é feito com antibióticos escolhidos pelo médico de acordo com o paciente", completa.

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