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Festa clandestina se repete na Rua da Lama e deixa moradores indignados

Imagens revelam que evento ilegal que aconteceu até as 5h deste domingo (21). Prefeitura e polícia pedem conscientização dos frequentadores

Publicado em 21/02/2021 às 15h23
Atualizado em 22/02/2021 às 10h57
Rua da Lama: moradora denuncia “mar de gente” em festa clandestina
Rua da Lama: moradora denuncia “mar de gente” em festa clandestina. Crédito: Internauta/A GAZETA

Uma festa clandestina que aconteceu até o amanhecer deste domingo (21) deixou moradores insatisfeitos na Rua da Lama, em Jardim da Penha, bairro de Vitória. Em vídeos, pessoas que vivem na região registraram centenas de frequentadores aglomerados, sem máscara e com som alto.

Uma moradora que prefere não se identificar disse que tentou acionar a Polícia Militar (PM) na madrugada, mas os agentes alegaram que já havia uma ocorrência registrada a respeito do evento ilegal. “Eu estava em casa e só escutava o barulho. Aí desci e fui ver onde era, porque moro mais para o final da avenida. Quando cheguei próxima da festa, tinha um mar de gente sem proteção nenhuma”, conta, indignada.

E continua: “Eu não consegui acreditar no que eu estava vendo. A gente nessa pandemia e as pessoas lá como se nada estivesse acontecendo. Pensei ‘não é possível’. E aí voltei para casa e a festa continuou acontecendo. Ficou até umas 5h20 pelo menos e o som estava altíssimo”.

Ela relata ainda que tentou acionar a Prefeitura de Vitória (PMV) pelo aplicativo Vitória Online. Contudo, não conseguiu registrar a reclamação pelo aplicativo porque os dados não carregavam. “Com a PM, depois que liguei, contei até 1h30 depois da ligação e nada tinha acontecido. Se alguém interrompeu, fez alguma coisa, foi depois das 5h20 da manhã”.

Segundo o secretário de Desenvolvimento de Vitória, Marcelo de Oliveira, só em relação à Rua da Lama forma registradas 13 denúncias no aplicativo e no site do município. E, no caso da moradora ouvida pela reportagem, o titular da pasta indica que o erro pode ter sido apenas visual no app, mas que muito possivelmente o chamado foi aberto da mesma forma.

O secretário ressalta que os estabelecimentos que estavam irregulares na Rua da Lama foram notificados, mas que nada pode ser feito em relação à aglomeração. “Nós orientamos. Na Rua da Lama, nesse período de tempo, nós fizemos dispersão de ambulantes, três apreensões de equipamento de som e multamos dois carros de som na ordem de mais de R$ 6 mil. Mas a fiscalização vai, faz essa ação e quando vai embora eles retomam tudo de novo com outros equipamentos ou com o que não foi apreendido”, lamenta.

Ele fez ainda um panorama sobre as autuações da noite de sábado em todo o município. “Só ontem, em Vitória, 22 estabelecimentos foram vistoriados e, deles, oito tiveram as atividades paralisadas por descumprirem alguma norma”, resgatou.

 Praia do Canto, Jardim Camburi, Centro de Vitória e Jardim da Penha são lugares onde a situação está mais complicada, de acordo com o secretário. "Nós temos trabalhado com a fiscalização em toda a cidade. A Rua da Lama é, sim, um problema crônico, mas temos outros problemas na cidade. O carro de som é multado, o estabelecimento é multado, a fiscalização sai e eles retomam a festa clandestina. A gente vem trabalhando forte nesse sentido para orientar as pessoas preventivamente. Não estamos no fim da pandemia.”

O QUE DIZ A POLÍCIA

Procurada, a PM informa que atuou em conjunto com os Bombeiros, Procon, Vigilância Sanitária e Guarda de Vitória em ação de fiscalização que aconteceu da noite de sábado (20) até a madrugada deste domingo (21).

Nas vistorias, sete estabelecimentos foram fiscalizados e, segundo os agentes, quatro foram orientados sobre o horário de funcionamento permitido (de até 22h) e protocolos de segurança contra a Covid-19.

“Vale destacar que em caso de situações de flagrante de aglomeração, os cidadãos são orientados sobre as medidas de prevenção à pandemia da Covid-19, como afastamento social e uso de máscaras, e intervém quando se trata de algum evento clandestino, mas não pode impedir a presença das pessoas na rua. Cabe à população se conscientizar e respeitar os protocolos de enfrentamento à pandemia da Covid-19”, diz trecho da nota enviada à Gazeta.

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