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Fenômeno natural explica por que choveu tanto no Espírito Santo

Fenômeno comum em períodos chuvosos foi o responsável pelo temporal registrado, principalmente, na Região Metropolitana do Estado na noite de domingo

Publicado em 08/03/2021 às 12h50
Atualizado em 08/03/2021 às 12h51
Zona e Convergência do Atlântico Sul, fenômeno comum de outubro a março no Brasil, foi o responsável pelas fortes chuvas no ES.
Zona e Convergência do Atlântico Sul, fenômeno comum de outubro a março no Brasil, foi o responsável pelas fortes chuvas no ES. Crédito: Eumetsat

Regiões alagadas, alta incidência de raios e diversos transtornos. A forte chuva registrada na noite de domingo (07), no Espírito Santo, tem uma explicação. Segundo o meteorologista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Hugo Ramos, trata-se de um fenômeno chamado Zona de Convergência do Atlântico Sul, comum de outubro a março, os meses mais chuvosos do ano.

“Esse fenômeno é o principal responsável pelas fortes chuvas nos meses chuvosos. Ele representa a convergência de umidade, que começa na Região Amazônica e vem para o Sudeste. Geralmente, a sua duração tem, no mínimo, quatro dias. Dessa forma, temos previsão de chuva até a próxima quarta-feira (10)”, explica Ramos.

Segundo o Boletim da Defesa Civil Estadual, a Região Metropolitana foi a mais atingida por essa zona de convergência, com destaques para Vila Velha, que acumulou 115 mm de chuva nas últimas 24h, seguido de Serra (110,48mm), Vitória (91,27mm), Viana (82,80 mm) e Cariacica (80,21).

Para o meteorologista Hugo Ramos, a intensidade das chuvas nessa região acontece devido a sua topografia. “A Grande Vitória está localizada entre o mar e a montanha, favorecendo a formação de nuvens mais carregadas. Nas demais regiões, por exemplo, costumam se formar as nuvens chamadas ‘cabeça d’água’, que se concentram nas regiões mais altas do relevo”, acrescenta.

Estragos causados pela chuva que atingiu a cidade no domingo, 07/03
Alagamento na Avenida Jair de Andrade em Itapoã, Vila Velha. Crédito: Fernando Madeira

DESPREPARO

Para o Doutor em Geografia e pesquisador do Instituto de Estudos Climáticos da Universidade Federal do Espírito Santo, Wesley de Souza Campos Correa, apesar da Zona de Convergência do Atlântico Sul ser um fenômeno comum, as cidades se mostram cada vez mais despreradas para enfrentar chuvas intensas.

“Alguns estudos já mostram que as chuvas mais fortes serão cada vez mais comuns, no entanto, os alagamentos e transtornos não deveriam ser. Mostra um despreparo dos municípios para encarar esses períodos chuvosos, que são comuns em nosso clima”, salienta.

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