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Levado por correnteza

Família busca por pedreiro que desapareceu em enchente de Mimoso do Sul

Lailson Rogério Firmino, de 52 anos, saiu de casa na madrugada do dia 23 de março e, de acordo com familiares, foi levado pela correnteza do rio

Publicado em 11 de Abril de 2024 às 17:49

Sara Oliveira

Publicado em 

11 abr 2024 às 17:49
Família ainda procura por desaparecido nas enchentes em Mimoso do Sul
Lailson Rogério Firmino, de 52 anos, saiu de casa na madrugada do dia 23 de março Crédito: Max Wender/Redes Sociais
Uma família do Sul do Espírito Santo procura por um morador desaparecido durante as enchentes que devastaram o município de Mimoso do Sul no último mês. Lailson Rogério Firmino, de 52 anos, saiu de casa na madrugada do dia 23 de março e, de acordo com familiares, foi levado pela correnteza do Rio Muqui.
Lailson é pedreiro e mora com a mãe na Rua da Serra, região central de Mimoso. Segundo a irmã da vítima, Cristiani Firmino, o morador saiu de casa por volta das 2h da manhã e não voltou. Foram vizinhos que informaram que viram ele sendo levado pela correnteza do rio. “A casa deles é mais no alto, então não entrou água. A gente acredita que ele saiu para ver a chuva e foi levado”, relata.
Desde então, a família faz buscas pelo pedreiro. Abalada, a mãe do morador, de 71 anos, foi levada para a casa de outros familiares em Marechal Floriano. “Minha mãe tá sofrendo muito. Tá muito triste”, diz a irmã do pedreiro.
Em Boletim Extraordinário da Defesa Civil Estadual, atualizado nesta quinta-feira (11), ainda consta uma pessoa desaparecida por conta das chuvas em Mimoso do Sul. Ao todo, 18 pessoas morreram nas enchentes que devastou a cidade.

Bombeiros suspendem buscas temporariamente

Na noite desta quinta-feira (11), o Corpo de Bombeiros informou que as buscas Lailson Rogério Firmino foram temporariamente suspensas. De acordo com a operação, as operações começaram em 23 de março de 2024, totalizando 20 dias de trabalho ininterrupto.
"Seguindo protocolos internacionais e utilizando tecnologias avançadas, as equipes do CBMES exploraram extensivamente o Rio Muqui do Sul, cobrindo cerca de 39 km até o Rio Itabapoana e mais 48 km até a foz no mar em Presidente Kennedy. Também investigaram a área do córrego da Serra, devido à força da água que o fez subir. A seleção desses locais baseou-se em dados como a posição da vítima, a quantidade e a força da água, bem como análises detalhadas do fluxo da enxurrada, sendo todos os pontos e áreas de busca meticulosamente georreferenciados", informaram.

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