Repórter / [email protected]
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 10:41
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) instaurou uma notícia de fato para apurar as denúncias de interrupção prolongada no abastecimento de água em bairros de Vitória. O órgão, que já havia enviado dois ofícios à Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) solicitando explicações sobre o problema, notificou novamente a empresa, cobrando a adoção imediata de medidas para a normalização do serviço e encaminhou o caso à Agência Reguladora de Serviços Públicos (ARSP).>
As denúncias apontam desabastecimento nos bairros Santa Clara, Fonte Grande, Piedade, Jesus de Nazareth, Moscoso, Forte São João, Romão, Cruzamento e na região da Grande São Pedro. Moradores de Conquista, bairro localizado na Grande São Pedro, relataram para A Gazeta que, desde o início do problema, há cerca de 60 dias, a Cesan foi acionada diversas vezes e chegou a enviar equipes ao local, mas a situação não foi resolvida. Conforme os relatos, a região vinha sendo abastecida por caminhões-pipa, porém nem todas as residências foram contempladas.>
O MPES afirmou que, após nova notificação, a Cesan alegou que não houve desabastecimento sistêmico, apontando “ocorrências pontuais decorrentes, entre outros fatores, de falhas no fornecimento de energia elétrica, variações momentâneas de pressão e manutenções na rede, com restabelecimento gradativo do abastecimento”, diz nota do Ministério Público.>
O Ministério Público informou que, após encaminhar o caso à Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP) para a adoção das providências cabíveis, seguirá acompanhando a situação “para garantir a proteção dos direitos dos consumidores e da coletividade”.>
>
A ARSP afirmou, em nota, estar ciente dos relatos sobre falhas no abastecimento, que pediu esclarecimentos à Cesan e aguarda o retorno da companhia para avaliar quais medidas podem ser tomadas. >
A Companhia Espírito-Santense de Saneamento vem sendo procurada por A Gazeta desde a manhã de quarta-feira (14) para se posicionar sobre as queixas dos moradores e as notificações recebidas pelo MPES, mas não se manifestou até a última atualização desta matéria.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta