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Publicado em 8 de novembro de 2024 às 10:32
O Espírito Santo é o nono estado brasileiro em número de favelas ou comunidades urbanas, com 516, superado apenas por São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Pará, Ceará, Minas Gerais, Paraná e Bahia. É o que mostram os dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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No Estado, 598.377 pessoas residem em favelas e comunidades urbanas, o equivalente a 15,6% da população, superando a média nacional, que é de 8,1%. Esses locais são definidos pelo IBGE com diversos critérios, como a insegurança jurídica da posse, precariedade de serviços públicos, edificações e infraestrutura feitos pela própria comunidade e localização em área restrita à ocupação. Veja a definição completa abaixo na reportagem.>
O levantamento ainda revela que 49 dos 78 municípios capixabas – quase 63% — têm favelas ou comunidades urbanas, totalizando 254.190 domicílios, sendo 215.957 particulares, permanentes e ocupados.>
No Estado, predominam as favelas e comunidades menores, com até 500 domicílios, totalizando 66,3%. Outros 22,7% têm mais de 500 e menos de mil domicílios, enquanto 11% das favelas e comunidades têm mil domicílios ou mais.>
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No ranking nacional, o Espírito Santo é o quarto Estado em percentual de domicílios que têm a rede geral como principal forma de abastecimento, com 97,5%. No topo do ranking, ficaram Bahia (98,1%), Piauí e Rio Grande do Norte (ambos com 97,8%). Na lanterna, ficaram Rondônia (23,3%), Pará (53,6%), Roraima (59%) e Amapá (59,6%). >
Em esgotamento sanitário, o Espírito Santo também tem o quarto maior percentual: 84,9%. Bahia (89,3%), Rio de Janeiro (86,2%) e Minas Gerais (86,1%) lideram; enquanto Amapá (28,1%), Mato Grosso do Sul (37,1%), Rondônia (39,5%) e Alagoas (40,1%) têm os menores índices. No Brasil, o esgotamento sanitário de 77,4% dos domicílios estava conectado à rede geral, rede pluvial, fossa séptica ou filtro em 2022. Nas favelas e comunidades urbanas, esse percentual ficou em 74,6%. >
O Estado ainda ficou em terceiro entre as maiores taxas de coleta de lixo por serviço de limpeza diretamente no domicílio ou em caçamba, com 98,6%. Apenas Santa Catarina (99,1%) e Paraná (98,7%) registraram índices maiores. As menores ficaram com Roraima (84,3%), Alagoas (92,1%) e Maranhão (92,5%). >
O Censo 2022 ainda registrou 99,4% dos domicílios com abastecimento de água canalizada no Espírito Santo.>
Em todo o Brasil, o Censo 2022 registrou 12.348 favelas e comunidades urbanas, em 656 cidades. O número de habitantes chegou a 16.390.815, totalizando 8,1% da população do país. >
No recorte de gênero, 8.473.707 moradoras são mulheres, o equivalente a 51,7%; e 7.917.108 são homens, 48,3%.>
Na edição anterior do Censo, de 2010, foram identificadas 6.329 favelas e comunidades Urbanas, onde residiam 11.425.644 pessoas, 6% da população do país naquele ano. Os pesquisadores consideram que o aumento pode estar ligado ao aprimoramento da coleta.>
O Censo 2022 identificou 6.556.998 domicílios em favelas e comunidades urbanas, em todo o país, com 5.557.391 (ou 84,8%) domicílios particulares permanentes ocupados.>
Entre os Censos de 2010 e 2022, tanto na população total quanto na população residente em favelas e comunidades Urbanas, diminuiu a proporção de pessoas que se declararam de cor ou raça branca, enquanto cresceu a proporção de pessoas que se declararam pretas ou pardas.>
O Censo 2022 marcou o retorno do uso dos termos “favela” e “comunidade urbana” pelo IBGE após 50 anos. Entre 1950 e 1970, o instituto usou “favela”. A partir de 1970, adotou "aglomerados urbanos excepcionais", "setores especiais de aglomerado urbano" e "aglomerados subnormais". >
O anúncio da mudança, em janeiro de 2024, explicou que havia uma demanda dos moradores desses locais por reconhecimento. O termo “comunidades urbanas” mira contemplar os locais onde a palavra “favela” não é a mais usada, mas sim outras, como ocupações, comunidades, quebradas, grotas, baixadas, alagados, vilas, ressacas, mocambos, palafitas, loteamentos informais, vilas de malocas, entre outros.>
Os critérios do IBGE para caracterizar favelas ou comunidades urbanas incluem:>
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