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Empresária sobrevive após parada cardíaca de 16 minutos no ES

Ela recebeu atendimento de médicos que se exercitavam na academia. Depois de 11 dias internada e uma cirurgia, Cintia Schiavini recebeu alta hospitalar

Cachoeiro de Itapemirim / Rede Gazeta
Publicado em 27/07/2021 às 13h29
Educadora física sobrevive após ficar 16 minutos em parada cardíaca em Cachoeiro
Educadora física e empresária sobreviveu após ficar 16 minutos em parada cardíaca em Cachoeiro. Crédito: Reprodução/ Instagram @cintia_schiavini

Uma educadora física e empresária de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, sobreviveu a um mal súbito que fez o seu coração parar de bater por 16 minutos. O susto aconteceu no dia 13 de julho, logo após as 7h, enquanto Cintia Schiavini, de 47 anos, trabalhava na academia em que é proprietária na cidade. A transferência para um hospital demorou cerca de 40 minutos. 

A empresária foi socorrida por três médicos que se exercitavam no local. Eles fizeram uma reanimação cardiopulmonar até a chegada do socorro para levá-la ao hospital.

Cintia lembra como foi o dia do mal súbto. “Naquele dia eu acordei como faço sempre, tomei café e fui trabalhar. Cheguei no estúdio, atendi os meus clientes de 6h às 7h e, quando deu umas 7h10, perguntei a minha irmã se teriam mais clientes porque eu precisava mexer na parte administrativa da empresa. Aí ela relatou que não, só teriam os três alunos que eram médicos e eu sentei pra poder fazer atividades que são da parte administrativa. Daí, só lembro quando eu acordei”, contou Cintia. Após ser ressuscitada e intubada, ela permaneceu inconsciente até o dia 14 de julho. 

No hospital, a educadora física ficou internada por 11 dias e passou por uma cirurgia para implante de um cardiodesfibrilador interno subcutâneo. O cirurgião cardiovascular Lisandro Azeredo explicou que a rapidez no atendimento é muito importante para conseguir sucesso na recuperação do paciente. 

Lisandro Azeredo

Cirurgião cardiovascular

"A partir de dez minutos sem atendimento, a chance de lesão cerebral é muito grande"

EMPRESÁRIA ACREDITA EM MILAGRE

Se recuperando em casa, Cintia acredita que viveu um milagre. “Eu fiquei muitos minutos em morte súbita. Por ser educadora física e estudar a área da neurociência, tenho consciência de que tive anjos e que o milagre maior foi eu ter saído disso tudo sem sequelas", relatou.

Cintia Schiavini

Empresária

"Quando acordei, encontrei com um dos médicos, agradeci. Ele falou comigo que não era pra eu agradecer porque quem tinha feito alguma coisa foi Deus"

Ela ainda alerta que é uma situação que pode acontecer com qualquer pessoa. “É importante que a sociedade entenda que a morte súbita pode acontecer com qualquer um e em qualquer lugar. Eu tive uma morte súbita sentada e talvez eu ainda esteja aqui porque sou uma pessoa que sempre levou uma vida saudável. Precisamos ter mecanismos para ajudar as pessoas que podem ter o que eu tive, como a presença de um desfibrilador em ambientes com grande volume de pessoas”, disse Cintia.

Médico ressalta a importância de aparelho para salvar vidas. “O DEA (Desfibrilador Automático Externo) é um aparelho portátil destinado a identificar e reverter uma parada cardiorrespiratória. Qualquer pessoa que receba um treinamento básico sobre o equipamento é capaz de manuseá-lo. Além disso, é importante que se reconheça uma parada cardíaca. O primeiro passo é chamar a pessoa; caso ela não responda, deve-se acionar o socorro. Também é importante fazer a checagem de pulso, iniciando a massagem cardíaca na ausência de movimento. Um treinamento de emergências cardiovasculares básico proporciona essa preparação”, explicou o cirurgião Lisandro Azeredo.

COMO FUNCIONA O APARELHO

O aparelho colocado em Cintia monitora constantemente o coração e aplica o tratamento de forma automática para corrigir o ritmo cardíaco acelerado quando necessário. O procedimento, que introduz o aparelho na região do tórax, logo abaixo na pele, ocorreu pela primeira vez no Sul do Estado, em Cachoeiro, e é uma alternativa menos invasiva ao implante endovascular, porque não precisa do sistema vascular para funcionar.

Com colaboração de Gustavo Ribeiro/TV Gazeta Sul

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