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Do choro à revolta: como as pessoas expressam sentimentos na vacinação

A psicóloga Adriana Muller explica que a vacina é muito mais do que um imunizante contra o coronavírus, é um ativador da esperança

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 15/07/2021 às 16h48
Vacina Pfizer-BioNTech
O momento de vacinação contra o novo coronavírus gera "um mix de sentimentos" nos imunizados. . Crédito: Carlos Alberto Silva

A seringa que contém uma dose de vacina contra a Covid-19 carrega bem mais do que a dose capaz de ajudar o organismo humano a se proteger contra o vírus transmissor da doença. A vacinação tornou-se um momento para manifestar alegria, esperança, críticas, revolta e até mesmo o luto por pessoas que perderam algum familiar durante a pandemia que assola o Brasil e o mundo.

Em entrevista durante quadro CBN e a Família, psicóloga Adriana Müller destaca que as emoções são classificadas como estados mentais que resultam de mudanças no organismo em função de mudanças percebidas no ambiente.

"Diante da situação vivida na vacinação, um combo ou um 'mix de emoções' se instaura no corpo dos indivíduos e conseguimos ver bem isso pelas imagens, na televisão e nas redes sociais, de muitas pessoas emocionadas ao receber a dose de esperança composta pela agulha no braço", descreve.

Para muitos, inicialmente, o sentimento é de alívio, sensação de segurança  e a esperança de dias melhores que vão ocorrer assim que o processo de imunização for totalmente concluído.

"É aquele momento em que a pessoa percebe que está fazendo parte do processo de mudança de uma pandemia. Nunca vivemos uma situação parecida com essa, de ficar meses isolados, com medo de uma 'doença invisível'. Com a aceleração da vacinação, vemos números caindo, menos casos da doença e até mesmo mais confiança ao saber que estamos mais protegidos contra o vírus", explica. 

Ao mesmo tempo, a psicóloga explica que alguns indivíduos sentem uma grande tristeza ao serem imunizados, não deixando de conter as lágrimas pelos brasileiros que foram vítimas da doença.

"Durante a pandemia, vemos o número de mais de 530 mil pessoas que morreram após contrair o vírus. E essas pessoas têm rostos: são pais, filhos, irmãos, amigos, primos. Um filme passa na cabeça, repleta de tristeza ao lembrar que familiares não tiveram a mesma sorte e acabaram falecendo antes de receber a dose do imunizante", destaca, emocionada. 

Adriana Müller

Psicóloga e comentarista da Rádio CBN Vitória 

"A vacina é muito mais do que um imunizante contra o coronavírus, ela é um ativador da esperança, não apenas de nós mesmos, mas da humanidade em geral"

Adriana também lembra durante a participação no quadro CBN e a Família que, mesmo com todos os estudos e segurança do imunizante, alguns brasileiros ainda sentem um certo "temor em relação à vacina", além do famoso medo de agulha. Porém, ao perceberem a adesão e a conscientização da população quanto aos números crescentes de indivíduos vacinados o medo das reações adversas é deixado de lado em prol do bem-estar coletivo.

"A vacina é totalmente confiável e segura, algumas pessoas também relata o medo de agulha, não gostar de saber que está sendo vacinado, mas é sempre bom fazer um esforço, lembrar que são só 'segundos de medo' para ter a recompensa de alegria no final", exemplifica. 

Entretanto, infelizmente ainda é necessário ressaltar que vacinas garantem alto índice de eficiência contra a doença, mas ainda não há comprovação para a proteção de todas as variantes que circulam pelo território.

"O vírus continua circulando e temos que continuar a nos cuidar para que a batalha contra o vírus seja vencida cada vez mais rápido, mas ainda é bom sempre lembrar das orientações da saúde: o uso da máscara, álcool em gel e o distanciamento. Seguindo isso, logo poderemos retomar a esperança completa e comemorar com muitos abraços", finaliza. 

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