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OMS diz que prova de vacinação não deve ser exigida em viagem internacional

especialistas independentes disseram que as vacinas não deveriam ser a única condição para permitir viagens internacionais, dado o acesso global limitado e a distribuição injusta dos imunizantes

Publicado em 15/07/2021 às 15h16
Vacina Astrazeneca
Os países mais pobres com menos acesso à vacinação, dessa forma, podem enfrentar a exclusão se tais medidas forem postas em prática. Crédito: Carlos Alberto Silva

O comitê de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) manteve sua posição de que a prova de vacinação contra a covid-19 não deve ser exigida para viagens internacionais, em meio à controvérsia sobre os países que bloqueiam a entrada de viajantes se eles não forem imunizados. De acordo com informações da Reuters, especialistas independentes disseram que as vacinas não deveriam ser a única condição para permitir viagens internacionais, dado o acesso global limitado e a distribuição injusta dos imunizantes.

Os especialistas já haviam dito que exigir prova de imunização aprofunda as iniquidades e promove liberdade de movimento desigual. Os países mais pobres com menos acesso à vacinação, dessa forma, podem enfrentar a exclusão se tais medidas forem postas em prática.

Às vésperas do início das Olimpíadas, o número de infecções de covid-19 segue aumentando no Japão e, particularmente, em Tóquio Segundo a Reuters, no entanto, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse nesta quinta-feira (15) que existe risco "zero" de participantes dos Jogos de Tóquio infectarem moradores do Japão com covid-19 no momento em que os casos atingem uma alta de seis meses na cidade-sede.

"O risco para outros moradores da Vila Olímpica e o risco para o povo japonês é zero", afirmou Bach, acrescentando que os atletas e as delegações da Olimpíada passaram por mais de oito mil exames de coronavírus e que só três tiveram resultados positivos "Estes casos foram isolados, e seus contatos próximos também estão sujeitos a protocolos de quarentena", ressaltou o dirigente no início das conversas com a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, e a presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos, Seiko Hashimoto.

Somando à onda de infecções no país asiático, a África registrou um aumento de 43% das mortes relacionadas à doença em uma semana, impulsionadas pela falta de leitos de terapia intensiva (UTI) e oxigênio, relata a AFP. Os óbitos no continente associadas ao vírus aumentaram para 6.273 na semana de 5 a 11 de julho, em comparação com 4.384 na semana anterior.

A diretora para a África da OMS, Matshidiso Moeti, disse em uma entrevista coletiva que o aumento foi "um claro sinal de alerta de que os hospitais nos países mais afetados estão chegando ao limite". A OMS disse que a alta nas mortes é resultado da escassez de vacinas, propagação da variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia, e cansaço público em relação às medidas de prevenção.

Hoje, o Reino Unido também registrou outro aumento acentuado no número de casos e mortes por covid. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas Britânico (ONS, na sigla em inglês), foram registradas 63 mortes, contra 49 na quarta-feira (14). Este é o maior aumento diário de mortes desde 26 de março. Ainda, foram reportados 48.553 novos casos, o nível mais alto desde janeiro.

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