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Número caiu

Conselho Tutelar de Vitória registra queda de denúncias durante pandemia

Números mostram queda no número de denúncias encaminhadas ao Conselho Tutelar de Vitória, que monitora violação de direitos de crianças e adolescentes

Publicado em 07 de Agosto de 2020 às 19:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 ago 2020 às 19:05
Crianças têm atraso na fala e maior dependência dos pais durante pandemia
Crianças permanecem mais tempo dentro de casa e em alguns casos sofrem violação dos direitos Crédito: Pixabay
Desde que as medidas de isolamento social foram adotadas pela Prefeitura Municipal de Vitória, como forma de combate ao novo coronavírus, o número de denúncias encaminhadas ao Conselho Tutelar da cidade despencou. Segundo a coordenadora do Conselho Tutelar do Centro, Laudineia Gonçalves, a ausência da rotina escolar de forma presencial e o prolongamento da pandemia são fatores que explicam a diminuição.
A coordenadora explica que a queda do número de denúncias não significa, necessariamente, que os casos de violação aos direitos da criança e do adolescente não estão acontecendo na mesma frequência.
"Neste período de trabalho remoto, o principal violador está na família. O que a gente mais identifica são lares acometidos por pais envolvidos com a dependência química. O desemprego também faz com que os pais fiquem desesperados e percam a paciência com os filhos"
Laudiceia Gonçalves - Coordenadora
A capital é dividida, para fins de Conselho Tutelar, em três áreas: Centro, Maruípe e Continental. A primeira engloba a área do Centro de Vitória e o Grande Santo Antônio. Maruípe corresponde à Grande São Pedro. Por fim, bairros como Jardim da Penha e Jardim Camburi, fazem parte da área Continental.
Entre o dia 18 de março e 6 de agosto de 2020, data que marca o início da pandemia, 180 atendimentos foram feitos pela equipe do Centro de Vitória. Em 2019, de janeiro a agosto, três meses a mais que em 2020, cerca de mil denúncias foram registradas no conselho.
A coordenadora ressalta que uma das principais razões que motivam a diminuição é permanência dentro de casa, já que o próprio violador não denunciaria o caso. Classificando a escola como "principal encaminhadora", Laudineia vê como necessária a denúncia por parte da população.
"Peço a população que fique atenta, é preciso diferenciar o ato de educar das demais violações. Muita gente ainda tem dúvida em relação ao trabalho dos conselhos", finaliza.
O Conselho Tutelar monitora os direitos individuais de crianças e adolescentes, portanto, entre 0 e 17 anos. Segundo a coordenadora, o grupo que é vítima mais constantemente, conforme as denúncias, são crianças de 6 a 14 anos, especificamente meninos.

COMO DENUNCIAR

Moradores de todas as partes do Espírito Santo podem denunciar pelo Disque-Denúncia 181 ou pelo número de telefone 100. Na Capital, também é possível realizar a denúncia pelo 156.

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