Quase um mês após a explosão que matou quatro trabalhadores baianos em um alojamento rural no distrito de Jurama, em Vila Valério, no Noroeste do Espírito Santo, a causa do incêndio ainda segue sem respostas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, enquanto os laudos da Polícia Científica e do Corpo de Bombeiros continuam em elaboração.
O incêndio aconteceu no dia 5 de maio. As quatro vítimas eram naturais do povoado de Curral Novo, no município de Barra, no Oeste da Bahia, e estavam no Estado para trabalharem na colheita de café. Todos estavam dentro do alojamento no momento do incêndio.
Os homens foram socorridos e encaminhados em estado grave para o Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra. Gildeson Gama Leite, de 30 anos, teve entre 72% e 80% do corpo queimado e morreu no dia 7 de maio. Ilmar Gama, de 31 anos, sofreu queimaduras em 90% do corpo e morreu no dia 11. Aldino Alves Almeida, de 28 anos, teve 60% do corpo queimado e morreu no dia 12. Já Milton Neves, de 48 anos, que sofreu queimaduras em 90% do corpo, morreu no dia 16 de maio.
O que falta ser esclarecido
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a perícia ainda está em andamento e o prazo inicial para conclusão é de 20 dias, podendo ser prorrogado. Segundo a corporação, a investigação depende de um laudo da Polícia Científica sobre um líquido recolhido dentro do alojamento.
Já a Polícia Científica informou que os exames periciais relacionados ao incêndio continuam em andamento.
Além da perícia realizada no local, foram coletados vestígios que passam por análises laboratoriais complementares. Por isso, o laudo ainda não foi concluído e, até o momento, não é possível apontar a causa da explosão.
O Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT/ES) também instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias do caso. Segundo o órgão, a Auditoria Fiscal do Trabalho esteve no local e determinou a retirada de fogareiros encontrados no alojamento.
O MPT aguarda a conclusão das perícias para identificar as causas do incêndio e avaliar se haverá medidas a serem adotadas em relação ao empregador. De acordo com o órgão, somente após a definição técnica sobre a origem da explosão será possível analisar eventuais responsabilidades.