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Publicado em 23 de novembro de 2021 às 15:29
Na avaliação do governador Renato Casagrande (PSB), a suspensão pela Justiça do contrato de desinfecção dos terminais e ônibus do Sistema Transcol firmado durante a pandemia da Covid-19 é marcada por “denuncismo” e “luta política”. >
O chefe do Executivo estadual falou sobre o assunto nesta terça-feira (23), durante o início da concretagem da Ciclovia da Vida, obra que integra a modernização e ampliação da Terceira Ponte.>
Casagrande explicou que o contrato de desinfecção dos terminais de ônibus foi feito, inicialmente, de forma emergencial, depois seguiu o trâmite do processo de pregão eletrônico, atendendo às normas legais, como consulta de preços. Ele afirma que tudo será explicado à Justiça.>
Renato Casagrande
Governador do ESA fala está relacionada à decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Municipal de Vitória. Além de suspender o contrato, a Justiça determinou o bloqueio de bens do secretário estadual de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, e da empresa Salvador Empreendimentos.>
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A medida da juíza Heloisa Cariello tem caráter liminar e atende a uma ação popular para reparação de eventuais prejuízos aos cofres públicos decorrentes da dispensa de licitação na contratação. >
A denúncia foi feita pelo deputado estadual Carlos Von (Avante). Ele é parte do grupo que faz oposição ao governo na Assembleia Legislativa. Von já protocolou outras ações contra o governo do Estado.>
No documento, com base nas alegações do deputado, destaca-se que o governo do Estado contratou, reiteradamente e sem licitação, a Salvador Empreendimentos, empresa de obras de Anchieta, no Sul capixaba, que havia sido criada em 2013. Para desinfecção de terminais, o contrato previa o pagamento de R$ 12,56 milhões. >
O valor inicial era de R$ 1,47 milhão, por 90 dias, e a contratação foi publicada no Diário Oficial de 13 de maio de 2020. Depois, ainda segundo a ação, foram apresentados seis aditivos, que elevaram o gasto previsto, ultrapassando os R$ 12,5 milhões.>
Casagrande não quis comentar a decisão judicial, mas disse que o pedido “é uma luta política”.>
“A gente vive no Brasil, no estado, uma indústria de denúncias, a litigância de má fé, que é contra a lei. Isso mostra a indústria e a busca de criar confusão, gerar dúvida. Isso é o normal da política, infelizmente. Infelizmente, a gente vive esse ambiente de denuncismo e busca insana de criar dificuldade para gente governar o estado", pontua.>
O governador acredita que a decisão será revertida porque o serviço de higienização foi orientado em um acordo que previa a manutenção dos serviços de higienização e medidas de proteção contra a infecção do novo coronavírus.>
"Nós temos um serviço que foi orientado em um pacto feito com diversas instituições de manter os terminais de ônibus neste momento de pandemia num cuidado muito maior que o normal. [Com a decisão] Esse serviço para, mas graças ao bom Deus, em um momento que a pandemia está em queda no estado. Isso não impede a circulação de ônibus", informa. >
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