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Aventura na boleia

Avô e neto seguem do Sul do ES a Brasília em caminhão da década de 60

Viagem a bordo de um Mercedes LP 321, da década de 60 e que anda no máximo a 70 km/h, é planejada há 5 anos. O aposentado Elizio Duarte, 83, e o neto João Duarte, 21, sairão de Castelo nesta quinta (15) para percorrer cerca de 1,2 mil quilômetros

Publicado em 14 de Julho de 2021 às 20:05

Beatriz Caliman

Publicado em 

14 jul 2021 às 20:05
Avô e neto sairão de Castelo rumo à Brasília com caminhão da década de 60
Avô e neto sairão de Castelo, no Sul do Estado, rumo a Brasília com caminhão da década de 60 Crédito: Gustavo Ribeiro
Com um caminhão da década de 60, o aposentado Elizio Duarte, de 83 anos, e o neto João Duarte, de 21, sairão na madrugada desta quinta-feira (15) de Castelo, no Sul do Espírito Santo, rumo à capital do país, Brasília. A viagem, de cerca de 1,2 mil quilômetros, é programada há cinco anos.
A jornada dos aventureiros começou com o seu Elizio, que quando ainda era adolescente descobriu a paixão pela boleia. Mais tarde, ele comprou um caminhão em sociedade e começou a pegar a estrada.
“Eu aprendi a dirigir caminhão aos 16 anos. Gostei da experiência, mas não era meu, o caminhão era do meu irmão, um Ford 46. Eu saí de Castelo em 1961 e fiz as primeiras viagens para Salvador, depois para Fortaleza. Lá, conheci uma família de caminhoneiros, cinco moças e cinco rapazes, e a mais bonita gostou de mim e eu gostei dela”, disse o aposentado ao falar da esposa.
Após idas e vindas pelas estradas do país, e já casado, o aposentado largou o caminhão, estudou e passou em um concurso público. Mas, há 20 anos, seu Elizio Duarte comprou um caminhão — um Mercedes LP 321, da década de 60.
O neto, João Duarte, nasceu na mesma época que o avô comprou o veículo. Segundo ele, durante a infância e adolescência, vinha de Brasília passar os dias com o avô e desde pequeno já demonstrava paixão pelo caminhão. “Sempre ficava muito encantado com o caminhão. Tinha um de brinquedo e ficava olhando para ele, era muito bacana”, conta o neto. Após muito planejamento e manutenção no caminhão, ele e o avô decidiram pegar a estrada.
Toda a viagem vai durar três dias, pois o caminhão percorre no máximo 70 quilômetros por hora. “É um sonho realizado. Graças a Deus estamos tendo a oportunidade de conseguir de iniciar esta viagem e a expectativa é grande”, revela o neto.
Com informações do repórter da TV Gazeta Sul, Gustavo Ribeiro.

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