Sete equipamentos vão fortalecer a fiscalização de veículos no Espírito Santo a partir desta quinta-feira (15). Com cinco scanners e dois aparelhos de raio-x, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran | ES) promete identificar em segundos se há peças de veículos clonados e adulterados de automóveis que possam estar transitando em vias capixabas. Conforme a autarquia, o investimento foi de R$ 2,5 milhões de reais.
Os equipamentos eletrônicos começaram a ser usados na tarde desta quinta em uma blitz. Em entrevista ao repórter Vinicius Colini, da TV Gazeta, o diretor-geral do Detran-ES, Givaldo Vieira, explicou que os scanners serão usados em operações do próprio departamento ou de outras instituições de segurança pública. Em relação ao raio-x, um será destinado às blitze e a outra para a apuração de automóveis que chegam aos pátios.
"Eventualmente podemos descobrir que as peças adulteradas pertencem a outro veículo com registro de furto e roubo, por exemplo. É uma ação complementar. O Detran, no ano passado, começou a agir de forma rigorosa em cima de empresas que comercializam peças usadas. Isso porque só podem comercializar quando autorizados pelo Detran. Os equipamentos (raio-x e scanner) permitem verificar com rapidez o veículo que está circulando", explicou Vieira.
Veja como funciona cada equipamento:
- SCANNER: Identifica se há alguma peça clonada no veículo. Um cabo é conectado ao módulo do carro que faz a leitura eletrônica dos componentes e pode identificar se há algum componente que não seja original do automóvel. Por um tablet, o agente de segurança espera a análise do sistema. Na tela aparecem os dados oficiais do veículo e os reais. A placa, modelo, marca e cor são analisados para ver se batem. Se tudo estiver ''ok'', aparece a mensagem verde "consistente".
- RAIO-X: Permite uma vistoria em até 5 camadas do veículo. Uma fita é usada para colher as informações do chassi e motor, por exemplo, indo depois para análise do aparelho. A leitura mostra se houve adulteração, inclusive avançando em camadas ferrosas para mostrar qual era o automóvel anterior à mudança ilegal.
A imagem acima mostra o que não se consegue ver a olho nu. Na mostra da chapa é possível identificar os sinais abrasivos e caracteres de conjunto formador alterado. "Onde era um zero o adulterador colocou um nove e onde era um cinco colocou um sete em cima", explicou Vieira.
Ação aprovada
Enquanto a reportagem da TV Gazeta acompanhou a blitz, um empresário foi abordado. A aparelhagem identificou que tudo estava correto na caminhonete de Josias Cabrini. Para ele, os equipamentos novos são uma aquisição positiva.
"Tanto para a polícia quanto para o dono do carro é bom. Porque se você identifica que seu veículo é roubado ou adulterado, você pode entrar na Justiça para receber seus direitos. É realmente um aparelho que olha todos os detalhes. Tenho uma empresa de veículos, então é muito importante para nós, pois tenho um laudo do próprio Detran que mostra ao cliente que já foi parado e não tem nada que possa a vir a nos comprometer no futuro", frisou Josias.