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Após reportagem de A Gazeta, Google muda definição do sinônimo de capixaba

Site de buscas corrigiu a informação nos resultados de pesquisa que sugeria a palavra "bandido" como sinônimo para "capixaba". Situação gerou polêmica

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 13/05/2021 às 16h15
Google
Resultados da pesquisa antes e depois: equívoco foi corrigido e agora a pessoa nascida no Estado aparece nas buscas como "espírito-santense". Crédito: Reprodução/Google

Para a felicidade (e alívio) de quem nasceu, vive ou se identifica com o Espírito Santo, nas buscas feitas no Google por sinônimo para a palavra "capixaba" não aparece mais a expressão "bandido". A situação constrangedora reportada por A Gazeta nesta quarta-feira (12) deu o que falar nas redes sociais, afinal o povo daqui não se vê na ilicitude. Já nesta quinta-feira (13), os resultados das pesquisas realizadas pouco antes de meio-dia no buscador apresentavam "espírito-santense" em resposta ao que foi digitado.

"PREJUÍZO À NOSSA IMAGEM", DIZ CAPIXABA

Um dos que se revoltaram com a situação foi o produtor de conteúdo Bruno Sperandio, de 30 anos. Nascido em Vitória, o "capixaba da gema" aleatoriamente se deparou com a associação pejorativa ao pesquisar por conteúdo para uma série, e não acreditou no que viu na tela do computador.

"Foi na última segunda-feira (10). Eu produzo uns vídeos para meu canal e estava buscando temas e assuntos sobre o Estado. Minha ideia era produzir uma séria batizada de "Sinônimo Capixaba". Aí pesquisei desta forma e veio a palavra 'bandido'. Na hora pensei ter escrito errado. Fiz novamente e deu a mesma coisa. Foi um susto daqueles, imagina só. Capixaba equivaler a bandido? Falei com alguns amigos e pedi que checassem, pois, eu não acreditava no que estava vendo. Imagine só para quem é de fora e pesquisar sobre o povo capixaba? Olha o prejuízo à nossa imagem. Pensei até em acionar o Ministério Público ou algo do tipo para mudar isso aí", contou o jovem, aos risos.

O "causo" motivou o produtor de conteúdo a postar um vídeo mostrando a situação aos demais, além de uma sequência de hashtags, entre elas #capixabanaoebandido e #capixabaputo".

POSICIONAMENTO DA GOOGLE

Obviamente, o Google não considera o povo capixaba sinônimo de bandido. Em resposta à reportagem de A Gazeta, a assessoria da multinacional norte-americana lamentou o ocorrido e salientou que levaria a situação aos colaboradores para que as "arestas com os capixabas fossem aparadas".

Google entrou com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de revogar ordem judicial
Google explicou que não interfere editorialmente nas buscas, mas informou que levaria o caso aos colaboradores responsáveis pelo conteúdo das buscas feitas no site. Crédito: Reuters/Folhapress

"Quando as pessoas pesquisam por definições de palavras na busca, com frequência, elas desejam informações de maneira rápida e de fontes confiáveis. Por isso, trabalhamos para licenciar conteúdos de dicionários parceiros, neste caso da Oxford Languages. Não temos controle editorial sobre as definições fornecidas por estes parceiros, mas reconhecemos a preocupação de nossos usuários e vamos transmiti-la aos responsáveis pelo conteúdo. Essa definição será revisada pelo time da Oxford Languages para garantir que todas as informações estejam adequadas", explicou a empresa, em nota.

Ao que parece, a correção foi agilizada e, nos testes feitos pelo celular e também no computador, os termos "capixaba" e "bandido" são, neste momento, como água e óleo: não se misturam.

Google
Após a associação pejorativa ser reportada por A Gazeta, o Google reparou o erro em relação à pesquisa por capixaba. Crédito: Reprodução/Google

A reportagem de A Gazeta novamente demandou o Google para entender o que foi feito em relação à problemática "capixabística". A empresa informou que repassou o feedback para a Oxford Languages, o dicionário responsável pelo conteúdo. Assim que existir um detalhamento da situação, a assessoria complementará a resposta.  

Mas só para reforçar, capixaba é do bem. Basta não falar mal da nossa moqueca, pois isso sim é crime.

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