A mulher de 38 anos que teve 70% do corpo queimado em Castelo, no Sul do Espírito Santo, e precisou ser transferida de helicóptero em estado grave para o Hospital Estadual Jayme Santos Neves, na Serra, no dia 29 de janeiro, morreu na noite da última sexta-feira (3). A informação foi confirmada pela irmã da vítima.
Segundo a irmã da vítima, que não divulgou seu nome, a mulher morreu enquanto estava internada no hospital. “O médico disse que ela estava bem ruim, que não aguentava mais, tinha muitos ferimentos, por isso acabou morrendo”, afirmou.
A família foi até o município da Serra para liberar o corpo.
Relembre o caso
De acordo com as informações apuradas pelo repórter Matheus Passos, da TV Gazeta Sul, junto ao Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer), o caso teria acontecido por volta das 5 horas do último dia 29, em uma residência em Santo Andrezinho. A vítima seria usuária de drogas, e a casa seria de outro usuário. A suspeita, a princípio, é que o companheiro dela tenha ateado o fogo.
Segundo a Polícia Militar, a corporação foi acionada para ir até a Santa Casa de Castelo verificar a entrada de uma paciente com queimaduras, socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando os policiais chegaram, a paciente estava sedada e, por isso, não foi possível colher detalhes sobre o ocorrido.
Após relatos, a equipe da PM foi até a casa onde a vítima teria sido queimada, porém ninguém estava no imóvel. Dentro da residência, os policiais encontraram um colchão de casal queimado. Até o momento, não há informações sobre a identidade ou a detenção de algum suspeito.
A reportagem procurou a Polícia Civil (PC) para saber como andam as investigações sobre o caso, que disse "que a equipe da Delegacia de Polícia de Castelo iniciou as diligências sobre o caso, assim que tomou conhecimento do fato. Até o momento nenhum suspeito foi detido e detalhes da investigação não serão divulgados, no momento. A população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia 181. O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas".