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Tecnoagro: conheça inovações que movimentam o agronegócio do ES

Tecnoagro: conheça inovações que movimentam o agronegócio do ES

A feira de Santa Maria de Jetibá vai até sábado (19) e traz as principais novidades do setor agropecuário capixaba

Publicado em 18 de julho de 2025 às 17:42

A tecnologia rural está cada vez mais próxima do produtor. Isso fica evidente na feira TecnoAgro, realizada em Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo. O evento, que reúne mais de 30 expositores até sábado (19), apresenta soluções que aliam inovação e sustentabilidade, tornando o dia a dia no campo mais produtivo e eficiente.

Entre os destaques em exposição, estão sistemas de irrigação controlados por aplicativo, colheitadeira adaptável ao tipo de café, drone para pulverização em terrenos de difícil acesso e cultivo semi-hidropônico de morangos. A seguir, A Gazeta te convida a conhecer de perto cada uma dessas inovações.

Irrigação controlada pelo celular

Sistema de irrigação controlado por aplicativo no celular.
Sistema de irrigação controlado por aplicativo no celular. Crédito: Fabrício Christ / TV Gazeta

Imagine regular a irrigação apenas com um toque do telefone. Essa ferramenta permite que o produtor rural escolha o dia, a hora e a duração da rega com poucos toques no celular. Por meio de sensores conectados por wi-fi ou bluetooth, o sistema detecta também a presença de chuva e interrompe automaticamente o funcionamento, garantindo economia de água e maior precisão na rotina do campo.

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Tecnoagro: conheça inovações que movimentam o agronegócio do ES

Para Jean Fontes, especialista agronômico, a ferramenta representa um avanço importante para regiões que enfrentam escassez hídrica ou precisam otimizar o uso dos recursos naturais. "Fazemos uma irrigação mais inteligente. Assim, conseguimos economizar mais água e ter mais assertividade na irrigação", destaca.

Colheitadeira para café arábica e conilon

Colheitadeira multifuncional, adaptável ao tipo de grão e espaço para a colheita de café.
Colheitadeira multifuncional, adaptável ao tipo de grão e espaço para a colheita de café. Crédito: Fabrício Christ / TV Gazeta

Outra inovação que chamou a atenção foi a Colheplus, uma colheitadeira ajustável, capaz de se adaptar às diferentes realidades do café arábica e do conilon. O diferencial está na possibilidade de regular a força do equipamento de acordo com o tipo de grão e o espaçamento entre as plantas. Isso torna o processo mais eficiente, especialmente em um cenário de escassez de mão de obra.

“Esse equipamento é automotriz. Ela entra na linha de plantio do café e faz todo o procedimento de retirada dos grãos na planta, fazendo o transbordo para um outro compartimento ”, comentou um Philipe Muller, gerente de acesso ao mercado.

Ele ainda destaca que esse tipo de maquinário é essencial para diminuir o tempo de colheita do plantio: “Você colher um hectare em uma hora gera otimização do trabalho. Com a dificuldade da mão de obra, com esse maquinário nós conseguimos aprimorar as atividades do produtor”, afirma Philipe.

Drones para pulverização

Drone agrícola utilizado no processo de pulverização da colheita
Drone agrícola utilizado no processo de pulverização da colheita Crédito: Fabrício Christ / TV Gazeta

Em propriedades localizadas em áreas montanhosas, como é comum na Região Serrana do Espírito Santo, o uso de drones para pulverização tem se mostrado uma alternativa promissora.

Para Samuel Ferreira, produtor de café em Domingos Martins, o drone agrícola não vai só agiliza a pulverização, mas também pode ser usado como fonte de renda. “As propriedades daqui são bastante montanhosas e de difícil acesso. O drone é uma dica muito boa para quem pensa em estar seguindo com a cultura mais produtiva e, no tempo de parada, a gente vai poder prestar serviço na região para os outros produtores”, ressaltou.

Além de garantir agilidade, os drones ajudam a reduzir o contato direto com defensivos agrícolas e ampliam a área de cobertura em menos tempo.

Cultivo semi-hidropônico de morangos

Sistema semi-hidropônico de plantio. Calhas suspensas preenchidas com substrato e irrigadas por gotejamento
Sistema semi-hidropônico de plantio. Calhas suspensas preenchidas com substrato e irrigadas por gotejamento Crédito: Fabrício Christ / TV Gazeta

Voltado para a produção de morangos, o sistema semi-hidropônico consiste no plantio em calhas suspensas preenchidas com substrato e irrigadas por gotejamento. A estrutura permite que os frutos cresçam pendurados, o que facilita o manejo, evita o apodrecimento e economiza água.

A grande vantagem é que metade da quantidade de plantas pode render a mesma produtividade de um sistema convencional no solo. A proposta também melhora a qualidade visual do fruto, valorizando o produto final no mercado.

“Onde você teria 20 mil plantas produzindo, 10 mil plantas no sistema semi-hidropônico aéreo dão o mesmo resultado”, garante Heini Holler, engenheiro agrônomo.

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