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Cultura

Louise Glück conquista Prêmio Nobel de Literatura em 2020

A cerimônia foi transmitida por streaming da Suécia, onde a Academia escolhe o laureado

Publicado em 08 de Outubro de 2020 às 14:06

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 out 2020 às 14:06
O então presidente dos EUA Barack Obama cumprimenta a poeta Louise Glück, após entregar a ela a National Humanities Medal em cerimônia na Casa Branca em 22 de setembro de 2016
O então presidente dos EUA Barack Obama cumprimenta a poeta Louise Glück, após entregar a ela a National Humanities Medal em cerimônia na Casa Branca em 22 de setembro de 2016 Crédito: Reuters/Folhapress
A poetisa norte-americana Louise Glück é a Prêmio Nobel de Literatura 2020. A cerimônia foi transmitida por streaming da Suécia, onde a Academia - composta atualmente por sete membros - escolhe o laureado. A escritora foi escolhida "por sua voz poética inconfundível que, com beleza austera, faz universal a existência individual".
O presidente do comitê do Nobel, Anders Olsson, disse que falou com a poeta por telefone. "A mensagem chegou como uma surpresa bem-vinda, pelo que posso dizer, tão cedo na manhã." O prêmio deste ano é de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6 milhões).
Louise Glück nasceu em 1943 em Nova York, e atualmente vive em Cambridge, Massachusetts. Além da literatura, ela é professora na Yale University, em Connecticut. A escritora estreou na poesia em 1968 com o livro Firstborn e entre outros prêmios importantes também levou o Pulitzer, pelo livro The Wild Iris, em 1993, e o National Book Award (2014). Dois anos depois, ela recebeu a National Humanities Medal do então presidente dos EUA, Barack Obama.
Louise Glück publicou doze coleções de poesia e alguns volumes de ensaios sobre o assunto. De acordo com a Academia Sueca, seu trabalho é caracterizado por uma busca pela clareza. Entre seus temas estão a infância e a vida em família. Os sonhos e ilusões são uns de seus processos na escrita.
"Mesmo se Glück nunca negaria a importância do contexto autobiográfico, ela não deve ser encarada como uma poeta confessional", diz a Academia Sueca. "Glück busca o universal, e nisso ela se inspira em mitos e motivos clássicos, presentes na maior parte do seu trabalho. As vozes de Dido, Perséfone e Eurídice - a abandonada, a punida, a traída - são máscaras para um eu lírico em transformação, tão personal quanto válido de maneira universal."
O poeta, tradutor, músico e professor Pedro Gonzaga publicou em 2017 e 2018, no blog Estado da Arte, algumas traduções de seus poemas. Sua obra é inédita em livro no Brasil.

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