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Gabriel Elias regrava músicas para homenagear o reggae brasileiro

Cantor recriou versões de "Um Anjo do Céu", "Do Lado de Cá" e "Morena" em reggae para valorizar o ritmo brasileiro. Após o projeto Todas as Praias, Gabriel Elias volta a lançar singles para novo EP no fim deste ano

Vitória
Publicado em 21/06/2021 às 11h00
O músico Gabriel Elias
O músico Gabriel Elias. Crédito: Luana Almeida

Com as músicas “Um Anjo do Céu”, “Do Lado de Cá” e “Morena”, Gabriel Elias está apostando todas suas características praianas para exaltar o reggae brasileiro. O cantor regravou os hits, que já tinha interpretado antes, e mesclou as harmonias originais com as batidas do ritmo nacional. Nas próximas etapas de seu projeto "Todas as Praias", ele quer expandir e “brincar”, como ele mesmo diz, com outros clássicos nacionais.

“Agora estamos começando. A ideia é ter vários Todas as Praias para a gente poder brincar com os diversos gêneros, músicas, clássicos... A minha ideia é poder continuar. Eu amo samba, por exemplo. Fico louco para fazer uma música do Zeca (Pagodinho) e colocar um reggae. Tem a bossa nova, que já tem esse assunto de praia, o próprio sertanejo... Quanto mais eu mesclar os gêneros, mais vou realizar meu projeto”, diz.

Bom mineiro que é, Gabriel já esteve por diversas vezes no Espírito Santo e não exclui a ideia de colocar o projeto em prática no Estado. “Guarapari, que Terra maravilhosa. Com certeza temos que inserir no projeto”, corrobora.

E continua, falando das expectativas que o projeto já está atingindo: “Graças a Deus, atingiu as expectativas e segue superando. Sou muito criterioso para fazer as coisas e se não está do nível que quero, cai o projeto e a gente refaz. Então a gente deu nosso melhor nessa produção. E, mais uma vez, graças a Deus, a gente superou”.

Durante a entrevista exclusiva com A Gazeta, o artista detalha como foi o processo de seleção das canções para esta primeira etapa, como foi regravar as músicas e adianta novidades da carreira com previsão de lançamentos de singles à vista.

Como foi a concepção e execução de Todas as Praias?

A gente sempre teve muito esses pedidos de a gente trabalhar com versões, porque minha carreira sempre foi muito linkada às músicas autorais. Isso acabou sendo algo que se tornou muito forte. A 'Me Namora' é um exemplo, fizemos uma versão e têm milhões de streaming, um vídeo simples dessa versão no YouTube tem algo em torno de 35, 40 milhões de views, e foi algo muito natural. Quando tivesse respiro, sempre quis me dedicar a esses tipos de trabalho, de releituras e tal, e aí surgiu a ideia do 'Todas as Praias'. Trazer essa característica praieira que a gente tem - e para vários gêneros, claro. Então, a gente veio  nessa primeira edição com alguns clássicos do reggae, que já rolaram bastante.

E o projeto final atendeu as expectativas?

Sim, graças a Deus, e segue superando. Sou muito criterioso para fazer as coisas. Se não está do nível, cai o projeto e a gente refaz. Então a gente deu nosso melhor. Mais uma vez, graças a Deus, superou.

Você é mineiro... E as praias do Espírito Santo (risos)?

Nunca tocamos, mas mineiro... A gente invade (risos). Guarapari, Terra maravilhosa. Com certeza temos que inserir nos projetos.

E como é regravar músicas que já são consagradas com a própria melodia e harmonia?

Isso é o mais legal. O grande desafio é esquecer dela e pensar: ‘Não existe’. E a gente construir a casinha de novo. Exemplo foi 'Anjo do Céu'. A gente traz as características dela, mas a gente tenta fazer como se fosse nova, levar para outro lado, porque já são hinos, músicas muito conhecidas. Então as pessoas já conhecem, eu inclusive. Quando eu vou fazer, tento replicar de um jeito totalmente inédito. Em 'Um Anjo do Céu' pensamos nas mães, porque é uma música que fala muito disso, mães e pais, mas é uma música muito pra frente. E aí pensei de uma 'Anjo do Céu' quase uma música de ninar.

Você mesmo quem fez a seleção das músicas? Como foi?

Com equipe. A gente pensou muito, porque o terreno é muito vasto. Então tentamos pegar músicas que tentam falar de coisas diferentes. E são músicas que, no meu começo, me marcaram muito, então tem uma história comigo.

Algumas delas gestou algum sentimento especial em você?

A 'Um Anjo do Céu' tem esse lance da família, que é muito especial. Olhando a minha sobrinha, estava pensando que é isso, é um anjo na vida da gente, vida nova. E eu sempre fui maluco para ser pai, então é uma música que eu queria ter feito. Que diz muito.

Durante a pandemia tem conseguido aumentar a produção...? O que tem feito?

A gente está tendo mais tempo que nunca para pensar. Isso traz ideias novas. A carência da falta dos shows a gente tem que saciar isso de uma outra forma. De um jeito que a gente esteja perto com os lançamentos. E as pessoas passaram a consumir muito, então a gente também teve que produzir muito. Com cuidado, para um trabalho não atropelar o outro, e dar um propósito a cada um deles.

E nesse projeto você quis, de alguma forma, transmitir alguma mensagem específica para esse momento que estamos vivendo?

São todas músicas que trazem boas sensações. Música que a pessoa vai ouvir e dar aquela relaxada. Pensei muito nisso. Tanto que a escolha dessas músicas também foi muito assim.

Você coleciona ótimos números na internet. E nem sempre isso é rápido e vem fácil. A que atribui esse sucesso?

Acho que é por saber pesar as coisas. Por não atropelar nenhum trabalho meu e, ao mesmo não tempo, não demonizar a forma atual de consumo. A gente tenta achar esse eixo, se encaixar em cima disso. É não ser nem 8, nem 80 (risos). Nossa prioridade é a arte, é o que eu faço para a minha entrega. E eu entendo que as pessoas têm um consumo muito mais alto. Antigamente um CD ficava dois anos tocando no carro e hoje o ciclo está muito mais curto. Tem todo um pensamento de lançamento, de quando lançar... O que a gente consegue conciliar de entregar algo bom para as pessoas em um tempo bom, a gente corre atrás. Pensando em projetos, lançamentos... Em como encaixar.

E o que pode adiantar de novidades por aí?

Logo depois desse projeto, a gente já começa com os lançamentos autorais, que vão até o fim do ano. Depois, eles viram um EP. Então, serão mais seis músicas inéditas a serem lançadas, que é nosso grande trabalho do ano. É um ano movimentado, um ano bom, graças a Deus.

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