Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 19:49
Glitter, cores e criatividade seguem como marcas do Carnaval brasileiro, mas a forma de se vestir para os blocos tem passado por mudanças. Em meio ao aumento da discussão sobre consumo consciente e sustentabilidade, foliões têm buscado alternativas mais econômicas e responsáveis para montar suas fantasias, sem abrir mão da diversão. >
Segundo o mestre Mauro Fiorani, professor de Moda da Faculdade Anhanguera Santana, o Carnaval deixou de ser apenas um momento estético. “A fantasia acompanha o contexto cultural. Hoje, também comunica escolhas conscientes e posicionamentos sobre consumo”, afirma. >
A seguir, confira algumas dicas para montar produções criativas, sustentáveis e acessíveis! >
Camisas largas, shorts jeans, tops e vestidos básicos podem servir como base para produções criativas com pequenas intervenções. “Transformar uma roupa comum em fantasia reduz o consumo impulsivo, além de estimular a criatividade”, explica Mauro Fiorani. >
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Cortes estratégicos, amarrações, aplicação de patches, fitas e pedrarias ajudam a criar um visual carnavalesco sem grandes gastos. “A tendência é pensar o look como comunicação. Um detalhe bem planejado pode dizer mais do que uma fantasia pronta”, destaca Mauro Fiorani. >
Brechós físicos, lojas online e trocas entre amigos são ótimas alternativas para quem busca economia e exclusividade. “Além do benefício ambiental, o brechó oferece originalidade e foge da padronização”, afirma o professor. >
Tiaras, óculos, lenços, glitter e brilho ajudam a criar o clima carnavalesco sem a necessidade de comprar roupas novas. “Os acessórios reforçam a identidade e o caráter cultural da festa”, ressalta. >
Uma tendência é substituir a fantasia completa por um styling com peças cotidianas, combinadas com maquiagem artística e acessórios chamativos. “Essa escolha reduz o descarte e amplia o significado da produção”, diz Mauro Fiorani. >
Mais do que seguir tendências, a proposta é ampliar a reflexão sobre consumo. “O Carnaval continua sendo um espaço de liberdade e expressão. A diferença é que hoje existe uma preocupação maior com o impacto das escolhas”, conclui o especialista. >
Por Priscila Dezidério >
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